SAÚDE

Doença silenciosa faz 2,9 mil homens perderem o pênis no Brasil

Ministério da saúde faz alerta para cuidados que evitem o agravamento da enfermidade

O Brasil registrou 2,9 mil casos de amputação de pênis entre 2021 e 2025 devido ao câncer no órgão, segundo dados do Ministério da Saúde. No mesmo intervalo, a doença provocou a morte de 2,3 mil pacientes no País. Embora seja considerado raro, o tumor é agressivo e está diretamente relacionado à falta de higiene íntima e à infecção pelo vírus HPV, fatores que tornam a enfermidade evitável.

Doença silenciosa faz 2,9 mil homens perderem o pênis no Brasil
Foto: Ilustração/Pixabay

Entenda o que dizem os médicos sobre o câncer de pênis no Brasil

Especialistas alertam que a prevenção primária depende de hábitos simples, como a limpeza diária com água e sabão. O oncologista Ariê Carneiro, do Hospital Israelita Albert Einstein, ressalta que a educação sobre higiene deve começar na infância. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) reforça que o acúmulo de urina sob o prepúcio — pele que recobre a extremidade do pênis — causa inflamações graves se não houver a higienização correta.

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Além da limpeza após relações sexuais, os médicos recomendam a vacinação contra o HPV, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para públicos específicos e na rede privada para a população geral. Outra medida é a postectomia, cirurgia para a retirada do prepúcio, indicada quando a pele impede a limpeza adequada da glande. O uso de preservativos também é essencial para evitar infecções sexualmente transmissíveis.

O pico de incidência da doença ocorre entre os 50 e 70 anos, mas homens de todas as idades devem realizar o autoexame constante. Os sinais de alerta incluem feridas que não cicatrizam, verrugas, caroços, secreções com odor forte ou áreas avermelhadas e endurecidas. Sangramentos e coceiras persistentes também justificam a busca imediata por auxílio médico especializado para evitar o agravamento do quadro clínico.

O diagnóstico precoce é o principal recurso para evitar a mutilação total do órgão. Quando a doença é identificada em estágio inicial, os cirurgiões conseguem remover apenas a lesão, preservando a anatomia e as funções do pênis. A recomendação fundamental é que o homem observe o próprio corpo e não ignore alterações, já que o tratamento imediato garante chances elevadas de cura sem necessidade de amputação.

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