A Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos de Camaquã iniciou 2026 com uma agenda ampla de ações voltadas à valorização dos artistas locais, à democratização do acesso à cultura e ao fortalecimento do turismo. À frente da pasta, a secretária Eva Rosi assumiu o cargo após passagem pela Secretaria da Educação e destacou o desafio de ampliar a participação da comunidade nas atividades culturais.

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A nova gestão mantém Chico Lopes, conhecido como Chico Batera, como coordenador de eventos. Ele atua há mais tempo na secretaria e participa da organização da programação anual. Segundo a equipe, a prioridade é combinar atrações regionais e nacionais com espaço garantido para talentos do município.
Camaquã tem hoje mais de 120 artistas cadastrados, entre músicos, compositores e grupos culturais. A política adotada prevê a inclusão desses nomes em grandes eventos, como shows de aniversário da cidade, festas tradicionais e festivais temáticos. A proposta, segundo a secretaria, é dar visibilidade a quem costuma tocar apenas em espaços menores.
Em 2025, o município investiu cerca de R$ 1,3 milhão em eventos culturais, com público estimado em quase 50 mil pessoas ao longo do ano. De acordo com a secretaria, o custo médio por pessoa ficou abaixo de R$ 3. Os recursos vieram de rubricas específicas da cultura e de captação por meio de parcerias, sem prejuízo a áreas como saúde e educação.
Entre os destaques de 2026 está a Multifeira Cultural, marcada para 20 de março, no Complexo Poliesportivo da Prainha. O evento abre oficialmente o ano cultural e reunirá feira de artesanato, viticultura, escritores locais, apresentações musicais, atividades infantis, mateada e atrações voltadas ao mês da mulher.
A programação anual inclui ainda o aniversário de Camaquã, a Festa Junina, o Rock Poesia — que chega à 21ª edição —, a Feira do Livro, eventos nativistas e encontros temáticos. Para a Festa Junina, já estão confirmadas atrações como TNT, César Oliveira e Rogério Melo, além de bandas locais e apresentações de escolas e CTGs.
No turismo, a secretaria trabalha na criação de roteiros que integrem o centro histórico, o Forte Zeca Netto, áreas rurais, parreirais e pontos naturais como a Cascata Barbosa Lessa. A proposta é sinalizar os trajetos com placas turísticas e estimular parcerias com propriedades privadas interessadas em receber visitantes.
Outro foco é a recuperação do Forte Zeca Netto, interditado parcialmente após danos no telhado. O projeto de restauro está em análise pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), por se tratar de bem tombado. A verba já existe, mas depende de autorização técnica para execução.
Segundo Eva Rosi, a cultura é vista como instrumento de lazer, identidade e saúde coletiva. “Quando a comunidade participa, sente pertencimento. Cultura não é gasto. É investimento social”, afirmou. A secretaria diz que seguirá aberta a sugestões da população para definição de atrações e projetos ao longo do ano.



