SAÚDE

Marca do infarto? Entenda o que a dobra na orelha diz sobre seu coração

O que dizem os especialistas sobre alerta visual para possíveis riscos

A presença de uma dobra diagonal no lóbulo da orelha, tecnicamente chamada de sinal de Frank, serve como um alerta visual para possíveis riscos cardiovasculares, incluindo o infarto. O tema voltou ao debate público após a morte súbita do influenciador Henrique Maderite, que apresentava a marca. Embora o sinal não seja um diagnóstico definitivo de doença, médicos recomendam que ele seja interpretado como um aviso para a realização de exames preventivos detalhados.

Marca do infarto? Entenda o que a dobra na orelha diz sobre seu coração
Foto: reprodução/Redes Sociais

Esta seria uma marca de possibilidade de infarto?

De acordo com o cardiologista João Vicente da Silveira, do Instituto do Coração (InCor), o maior perigo reside na análise isolada desse marcador cutâneo. “Ele é apenas um indicador. Muitas pessoas possuem doenças nas artérias coronárias e não apresentam essa dobra, enquanto outras têm o sinal e gozam de plena saúde cardíaca”, explica o especialista. A marca deve ser somada a outros fatores de risco para uma avaliação precisa.

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A explicação biológica para o fenômeno está ligada à circulação sanguínea no lóbulo da orelha, uma região irrigada por microartérias. A dobra surge quando há uma desorganização nas fibras de colágeno, o que reflete a perda de elasticidade dos vasos sanguíneos. Esse processo de endurecimento das artérias, conhecido como aterosclerose, facilita o acúmulo de gordura e aumenta as chances de ocorrência de infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).

Pesquisas da Unesp reforçam a relevância estatística do sinal de Frank na prática clínica. Em um estudo com 110 homens, a prega apareceu em 60% daqueles que já sofriam de obstruções arteriais. Quando o sinal surge em pacientes jovens, por volta dos 30 anos, a preocupação médica é maior, pois indica um envelhecimento precoce do sistema circulatório que exige investigação imediata sobre os hábitos de vida do indivíduo.

A investigação médica deve considerar o histórico familiar e a presença de vilões silenciosos da saúde. Pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e sedentarismo são elementos que, combinados à marca na orelha, elevam o sinal de alerta. O diagnóstico real, no entanto, só é obtido por meio de exames como eletrocardiogramas, testes ergométricos ou, em casos mais graves e específicos, o cateterismo para desobstrução de artérias.

Para quem identificou a dobra, o passo fundamental é buscar auxílio profissional para monitorar a pressão e os níveis de glicose. O tratamento preventivo geralmente envolve a adoção de dietas equilibradas, prática de exercícios e, se necessário, o uso de medicamentos. Em resumo, a dobra na orelha não é uma sentença de infarto, mas um recado visível do corpo de que o coração precisa de atenção e cuidados redobrados.

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