O Rio Grande do Sul registrou queda nos principais índices de criminalidade em janeiro de 2026, consolidando a tendência de redução observada no ano anterior. Segundo dados do Observatório Estadual da Segurança Pública, os crimes violentos letais e intencionais — categoria que engloba homicídios e latrocínios — recuaram 14% em relação ao mesmo período de 2025. O número de vítimas nessas ocorrências baixou de 137 para 118 no primeiro mês do ano.

2026 vem apresentando queda também em outros crimes
Os homicídios dolosos, quando há intenção de matar, apresentaram uma redução ainda mais acentuada, com queda de 22%. Em números absolutos, o Estado contabilizou 87 mortes desta natureza em janeiro, contra 111 registradas no ano anterior. O secretário da Segurança Pública, Mario Ikeda, atribuiu o resultado ao trabalho integrado das forças policiais e aos investimentos em valorização profissional dos servidores da área.
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Em contrapartida, os feminicídios — assassinatos de mulheres cometidos em razão do gênero — apresentaram alta, passando de nove para 11 casos. A cúpula da segurança destaca que este crime é um dos mais complexos para o policiamento ostensivo, pois ocorre majoritariamente dentro do ambiente doméstico. O governo estadual reforçou que mantém operações contínuas e mobilização nos municípios para fortalecer a rede de proteção às mulheres.
No setor de crimes patrimoniais, o destaque em 2026 foi a redução histórica de 73% nos delitos em transporte coletivo, que caíram de 15 para quatro ocorrências. O roubo de veículos também recuou 30%, passando de 149 para 105 casos, enquanto os assaltos a pedestres tiveram queda de 24%. O abigeato, que é o furto ou roubo de animais no campo, apresentou uma leve oscilação positiva, subindo de 207 para 218 registros.
O Estado também se destacou no cenário nacional pela redução da letalidade policial. Dados do Ministério da Justiça apontam que o Rio Grande do Sul teve a segunda maior queda do País em mortes decorrentes de intervenção policial em 2025. O índice baixou 43%, com a taxa de 0,71 caso para cada 100 mil habitantes, a quarta menor do Brasil. No período, a Brigada Militar realizou cerca de 11 mil abordagens diárias no território gaúcho.




