O Rio Grande do Sul confirmou, na semana passada, o primeiro caso de Mpox em 2026. Em entrevista, a farmacêutica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Ana Carolina Almeida, informou que o paciente mora em Porto Alegre, mas está em outro Estado. Em 2025, foram registrados 22 casos no território gaúcho. A doença segue sob vigilância das autoridades sanitárias.

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A Mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola. O Brasil enfrentou aumento expressivo de casos em 2022. Desde então, a circulação diminuiu, mas não cessou. Casos esporádicos continuam a ser notificados.
Sintomas e transmissão
A doença provoca lesões na pele. Elas começam como manchas vermelhas, evoluem para bolhas e, depois, formam crostas até cicatrizar. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça e inchaço dos gânglios.
A transmissão ocorre, sobretudo, por contato direto com as lesões. O risco aumenta em contato íntimo e prolongado. Também pode haver contágio por objetos de uso pessoal, como toalhas e talheres, além de gotículas de saliva.
Autoridades recomendam evitar compartilhar itens pessoais e reforçar a higiene das mãos. O uso de álcool em gel ajuda a reduzir o risco de infecção.
Notificação e diagnóstico
Casos suspeitos devem ser atendidos em unidades de saúde do município. A vigilância epidemiológica local faz a notificação no sistema oficial e coleta material das lesões para exame.
O diagnóstico é confirmado por teste de PCR (exame que identifica o material genético do vírus). As amostras são enviadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen). O resultado costuma sair entre 48 e 72 horas.
Isolamento
Pacientes com diagnóstico positivo devem permanecer isolados até a cicatrização completa das lesões. A medida busca evitar a transmissão a outras pessoas.
As autoridades orientam que a população procure a vigilância epidemiológica do município em caso de sintomas suspeitos. O monitoramento permanece ativo no Estado.



