Com o fim do contrato da Ecovias Sul à 0h01 de 4 de março, os trechos federais do Polo Pelotas passarão à gestão direta do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. O novo modelo não prevê ambulâncias, guinchos ou equipes de resgate permanentes na rodovia. O policiamento seguirá com a Polícia Rodoviária Federal, e o atendimento médico ficará a cargo dos serviços municipais.

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Segundo o superintendente regional do DNIT no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva, a administração seguirá o padrão das rodovias federais não concedidas.
“Ela não tem serviços de resgate, guinchos nem ambulâncias. O atendimento aos usuários ocorre pela ouvidoria”, afirmou.
Hoje, a concessionária mantém ambulâncias, guinchos e equipes de apoio ao longo do trecho. Com o encerramento do contrato, essa estrutura deixa de operar de forma contínua. A rodovia passa a integrar a malha federal sob gestão direta do DNIT.
O órgão ficará responsável pela conservação e operação da via. Caberá ao departamento manter pavimento e sinalização e executar intervenções para garantir a trafegabilidade. Em caso de acidente, equipes contratadas para manutenção poderão sinalizar o local e remover materiais da pista.
“Quando ocorre um acidente, a PRF é acionada. A equipe do DNIT faz a sinalização provisória. Não é atendimento médico, mas, se houver material na pista, a empresa desloca”, disse o superintendente.
Quatro contratos de manutenção vão absorver os trechos do Polo Pelotas, nas BR-116 e BR-392. Os acordos têm duração inicial de um ano e podem ser prorrogados. Se houver nova concessão, poderão ser encerrados.
No novo modelo, a Polícia Rodoviária Federal seguirá responsável pelo policiamento e registro de ocorrências.
“As questões de mobilização e uso da via ficam com a PRF”, afirmou Hiratan.
O socorro médico continuará sob responsabilidade de serviços públicos municipais, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros. O DNIT, por sua vez, atuará apenas na gestão e na manutenção da rodovia.



