A cobrança de pedágios na Zona Sul do Rio Grande do Sul será encerrada à 0h01 do dia 4 de março de 2026, com o fim do contrato da concessionária Ecovias Sul no Polo Rodoviário de Pelotas. O contrato se encerra oficialmente à meia-noite do dia 3. A partir desse horário, as cinco praças deixam de operar com cobrança.

A concessão abrange 457,3 quilômetros de rodovias federais e atende diretamente 14 municípios da região Sul do estado.
De acordo com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva, a cobrança pode ocorrer até as 23h59 do dia 3 de março. “O encerramento da cobrança limita-se às 0h01 do dia 4 de março. Está acordado com a concessionária e a ANTT que a sinalização e o fluxo das praças sejam direcionados às cancelas de via rápida. Legalmente, a Ecovias Sul pode efetuar a cobrança até a meia-noite do dia 3”, afirmou.
Após esse horário, as cancelas permanecem abertas para livre passagem dos veículos até uma próxima concessão assumir o trecho.
Valor da tarifa
Atualmente, a tarifa para veículos de passeio é de R$ 19,60 por praça.
O polo possui cinco praças de pedágio. Duas estão localizadas no trecho entre Camaquã e Pelotas, em percurso de aproximadamente 120 quilômetros. Uma viagem de ida e volta entre os dois municípios pode alcançar quase R$ 80 apenas em pedágios, sem considerar combustível e manutenção do veículo.
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Histórico da concessão
O contrato foi assinado em janeiro de 1998 com o governo do Estado, por meio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER). Em 18 de maio de 2000, o Polo Rodoviário de Pelotas foi federalizado e passou à gestão da União. O prazo contratual foi readequado para março de 2026.
A cobrança começou em 4 de março de 2001.
Em 2014, um aditivo retirou da concessão a BR-293 (Pelotas–Bagé) e o acesso aos Molhes da Barra, em Rio Grande. No mesmo ato, foi incorporada a nova pista duplicada da BR-392, no trecho entre Rio Grande e Pelotas.
Investimentos e números
Entre 2001 e 2025, a concessionária informa ter investido R$ 2,5 bilhões na operação do polo. Segundo dados da empresa:
- R$ 773,5 milhões foram aplicados em pavimentação;
- R$ 240 milhões foram repassados em Imposto Sobre Serviços (ISS) a 19 municípios.
“Esses mais de R$ 2,5 bilhões investidos ajudaram a transformar a infraestrutura rodoviária da região Sul”, afirmou Toni Costa, gerente de Administração de Contrato da Ecovias Sul.
Márcio Joaquim, coordenador de Obras, declarou: “Investimos de forma consistente em pavimento, conservação e limpeza para garantir rodovias seguras e confortáveis”.
Os dados são da concessionária.
O que muda após o fim da concessão
A partir da 0h01 do dia 4 de março, não haverá cobrança nas praças atualmente operadas pela Ecovias Sul. Com o encerramento do contrato, a gestão das rodovias retorna integralmente à União, por meio do DNIT. O órgão federal passa a ser responsável pela manutenção e conservação dos trechos até nova definição de modelo de gestão.
O novo modelo não prevê ambulâncias, guinchos ou equipes de resgate permanentes na rodovia. O policiamento seguirá com a Polícia Rodoviária Federal, e o atendimento médico ficará a cargo dos serviços municipais.



