Duas propostas de resolução abriram debate na Câmara Municipal de Arambaré nesta semana. Uma prevê aumento de 20% nas diárias pagas a vereadores. Outra defende a extinção do benefício.

A proposta da Mesa Diretora foi protocolada nos últimos dias. O texto atualiza valores que não sofrem reajuste desde 2023.
Se aprovada, a diária sem pernoite passará de R$ 125 para R$ 150. Com pernoite, chegará a R$ 420. Viagens para fora do estado tem acréscimo de 50% sobre o valor.
Em 2025, a Câmara de Arambaré esteve entre as que menos gastaram com diárias na região. Segundo dados do próprio Legislativo, vereadores e servidores consumiram R$ 15 mil. No mesmo período, Chuvisca registrou gasto de R$ 250 mil. Amaral Ferrador teve despesa de R$ 204 mil.
Parte dos parlamentares discorda do reajuste. Os vereadores Rodrigo Garcia (PL), Glédison Nunes Silveira (PL) e Márcia Bishoff (PP) defendem a extinção das diárias. Eles integram a Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação. O grupo sustenta que o subsídio mensal, somado à indenização por quilômetro rodado, cobre os custos de deslocamento.
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Atualmente, a Câmara paga R$ 1,20 por quilômetro rodado. A remuneração bruta mensal de um vereador em Arambaré é de R$ 4.580,00.
Já a Mesa Diretora, formada por Gerson Pastoriza Ribeiro (MDB), Ademar Lombardi (MDB) e Elisa Kubiaki (PDT), argumenta que as diárias são usadas com responsabilidade e não são atualizadas desde 2023. O benefício custeia alimentação e hospedagem. O grupo afirma que a inflação elevou preços de hotéis e refeições nos últimos anos. Por isso, considera necessária a atualização dos valores.
As propostas ainda não têm data para votação em plenário.


