O acirramento das tensões no Oriente Médio já provoca oscilações no mercado global de commodities e ameaça os custos de produção do agronegócio brasileiro. Embora conflitos prolongados favoreçam a indústria armamentista, o setor produtivo sofre com a instabilidade de preços. Em menos de uma semana de confrontos, o valor da ureia no Egito saltou de US$ 490 para US$ 540 por tonelada. O movimento não indica escassez imediata, mas reflete a estratégia de fornecedores que retêm estoques diante da incerteza geopolítica.

Alguns dos fatores econômicos afetados pela guerra:
A valorização do petróleo é outro fator de pressão, com alta de 10% nas cotações internacionais apenas nesta segunda-feira. O combustível já acumulava valorização de 20% desde o início do ano, o que coloca a Petrobras sob pressão para reajustar o óleo diesel.
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
O centro das atenções neste cenário de guerra, é o Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã. Por esse canal, circula 20% do petróleo mundial e grande parte das mercadorias exportadas ou importadas pelos países da região, funcionando como um gargalo logístico vital.
O Brasil monitora o conflito com atenção devido ao volume de exportações de carnes, frango e milho, que somaram US$ 1,8 bilhão em vendas para o bloco árabe em 2025. Além do risco comercial, há o temor sobre os fertilizantes. Produtores como Catar, Omã e Nigéria, principais fornecedores de ureia para o mercado brasileiro, dependem do gás natural iraniano para fabricar o insumo. O prolongamento das hostilidades poderá encarecer o custo de produção agrícola nacional de forma severa.



