Economia

Petróleo deve bater recorde de preço com a escalada da Guerra

Problemas na circulação de navios-tanque e o aumento dos riscos de segurança têm reduzido o ritmo do transporte marítimo, com isso, os preços do petróleo devem subir

Os preços internacionais do petróleo registravam queda nesta segunda-feira (9) após fortes altas recentes. Mesmo assim, as cotações continuam mais de 15% acima do patamar observado desde meados de 2022. O movimento ocorre em meio à redução da oferta por parte de alguns grandes produtores e à crescente preocupação do mercado com possíveis interrupções no transporte marítimo, diante da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Petróleo deve bater recorde de preço com a escalada da Guerra
Foto: Pixabay

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No mercado futuro, o barril do óleo mineral tipo Brent avançava US$ 15,51, uma alta de 16,7%, sendo negociado a US$ 108,20 — movimento que caminha para se tornar o maior ganho diário já registrado. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subia US$ 14,23, o equivalente a 15,7%, alcançando US$ 105,13 por barril.

Guerra e petróleo

A tensão também afeta a logística do petróleo no mundo. Problemas na circulação de navios-tanque e o aumento dos riscos de segurança têm reduzido o ritmo do transporte marítimo. A situação preocupa principalmente os países asiáticos, que dependem do recurso natural do Oriente Médio e podem ser mais impactados caso a crise se agrave na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo global.

Tags: Mundo, Petróleo