A Polícia Civil de Camaquã investiga o feminicídio de Angélica Inês Strelow, de 28 anos, morta a facadas pelo ex-companheiro na noite de sexta-feira (13). Conforme apurado pela reportagem da Rádio Acústica FM, o crime ocorreu horas após a vítima receber uma visita de rotina da Patrulha Maria da Penha, unidade da Brigada Militar especializada em proteger mulheres sob ameaça. Angélica era acompanhada pelo programa desde janeiro deste ano devido ao histórico de risco.

O agressor, também de 28 anos, invadiu a residência após arrombar o portão e a porta de entrada. No momento do ataque, cinco crianças estavam no imóvel, incluindo as duas filhas da vítima, mas a polícia ainda apura se elas presenciaram o assassinato. O homem se entregou na delegacia local logo após o crime, onde confessou o ato e foi preso em flagrante.
O casal estava separado há cerca de três anos, porém o autor não aceitava o término do relacionamento. Este caso marca o 22º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul apenas em 2026. A prefeitura da cidade emitiu nota de pesar e prometeu reforçar as políticas de segurança feminina.
O corpo de Angélica será sepultado na manhã deste domingo (15), no Cemitério Luterano da Paz, em Camaquã. A investigação prossegue para detalhar as circunstâncias da invasão e garantir a responsabilização do autor. O episódio reforça o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e a escalada da violência doméstica no Rio Grande do Sul.
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Leia a nota oficial na íntegra divulgada pela prefeitura de Camaquã sobre o feminicídio:
“A Prefeitura de Camaquã manifesta profundo pesar e indignação diante do trágico falecimento de Angélica Inês Strelow, camaquense e mãe, vítima de mais um ato brutal de violência contra a mulher.
A perda de Angélica representa não apenas uma dor imensurável para seus familiares e amigos, mas também um golpe para toda a nossa comunidade. Nenhuma mulher deve perder a vida por ser mulher. O feminicídio é uma violência inaceitável que precisa ser combatida com firmeza por toda a sociedade.Neste momento de dor, nos solidarizamos com a família, amigos e com todos que sofrem com essa perda irreparável, ao mesmo tempo em que reafirmamos a importância de que crimes como este sejam rigorosamente investigados e punidos com todo o peso da lei.A Prefeitura de Camaquã também reforça seu compromisso com a segurança da população e, em especial, com a proteção das mulheres. Nesse sentido, o município tem avançado na estruturação de políticas públicas, como a criação da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana, que atuará em conjunto com as demais forças de segurança no fortalecimento das ações de prevenção e combate à violência.
Que a memória de Angélica seja também um chamado coletivo para fortalecer a luta contra a violência e pela proteção da vida das mulheres.”





