Lideranças políticas, empresários e moradores da região Sul reúnem-se nesta terça-feira (17), em Pelotas, para a terceira audiência pública sobre a concessão das rodovias BR-116 e BR-392. O encontro ocorre às 14h, no auditório Dom Antônio Zattera, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), sob coordenação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O debate é uma etapa obrigatória para colher sugestões ao projeto da “Rota Portuária do Sul”, que definirá quem administrará as estradas pelos próximos anos.

A reunião em Pelotas sucede o encontro realizado nesta segunda-feira (16), em Porto Alegre, que durou mais de quatro horas e expôs divergências sobre o modelo atual. Na capital, representantes do setor produtivo e parlamentares questionaram a viabilidade técnica de pontos específicos da proposta. A principal reivindicação é a inclusão do trecho entre Camaquã e Porto Alegre no contrato, além da revisão do cálculo das tarifas cobradas de caminhoneiros, que impactam o custo do frete.
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Pelotas recebe a terceira audiência pública
Outro ponto de atrito que deve pautar a audiência de hoje é a localização dos pórticos de cobrança automática, conhecidos como free-flow. Moradores e prefeitos de cidades vizinhas pedem o deslocamento desses postos de arrecadação para fora de perímetros urbanos, a fim de não prejudicar o deslocamento diário de trabalhadores locais. O sistema de livre passagem substitui as praças de pedágio convencionais por sensores que identificam os veículos em movimento, permitindo uma cobrança proporcional ao trecho percorrido.
Após a rodada de audiências presenciais, a ANTT deverá analisar todas as sugestões apresentadas para decidir se altera o edital de licitação — o documento que estabelece as regras para a disputa entre as empresas interessadas. O objetivo do governo federal é garantir investimentos em duplicação, manutenção e segurança nas vias que ligam o interior do Estado ao Porto de Rio Grande. A participação da comunidade é vista como fundamental para evitar que o contrato seja assinado com falhas que onerem os usuários.



