A ejaculação precoce, uma das queixas mais comuns nos consultórios de urologia, foi tema de entrevista com o médico urologista Rafael Fraga na manhã desta terça-feira (17), durante participação na Rádio Acústica FM. Segundo o especialista, o problema afeta cerca de 39% dos homens — ou seja, quase quatro em cada dez — e pode ocorrer em diferentes fases da vida.

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Durante a conversa, Fraga explicou que a condição não está necessariamente ligada a um tempo exato de duração da relação sexual, mas sim à falta de controle ejaculatório associada à insatisfação do homem e de sua parceira. “De forma geral, considera-se ejaculação precoce quando o homem ejacula antes do que gostaria, frequentemente em menos de cinco minutos, na maioria das relações”, destacou.
O médico também alertou para os impactos emocionais do problema. De acordo com ele, a ejaculação precoce pode gerar ansiedade, depressão e até dificultar novos relacionamentos, especialmente quando ocorre desde o início da vida sexual — caso classificado como ejaculação precoce primária:
“Esse tipo de situação pode causar traumas importantes, mas que têm tratamento”, afirmou.
Embora seja mais comum em jovens, principalmente por fatores como inexperiência e ansiedade, a condição também pode surgir em homens adultos e idosos. Nesses casos, chamada de ejaculação precoce secundária, pode estar relacionada a outros fatores de saúde, como disfunção erétil, estresse, alterações hormonais, prostatite e infecções urinárias.
Fraga destacou ainda que muitos homens evitam procurar ajuda médica por preconceito, recorrendo a soluções paliativas, como géis anestésicos e preservativos específicos. No entanto, ele ressalta que esses métodos não tratam a causa do problema e podem até prejudicar a sensibilidade durante a relação:
“Hoje existem tratamentos eficazes, com medicamentos aprovados, além de acompanhamento psicológico quando necessário. Em cerca de 95% dos casos é possível resolver a situação”, afirmou.
O especialista reforçou a importância de buscar orientação profissional. Ele destacou que é necessário procurar um médico urologista para investigar as causas e indicar o tratamento mais adequado.



