A Câmara de Vereadores de Tapes está prestes a consolidar uma mudança significativa em seu funcionamento interno e na relação com o erário público. Durante sua participação no programa Primeira Hora desta quarta-feira (18), a vereadora Evânia Nunes comentou sobre um projeto de lei que propõe a redução drástica do período de recesso parlamentar, visando alinhar o calendário do Legislativo à realidade da prestação de serviços essenciais e à demanda crescente da comunidade por representatividade contínua. A proposta, que já passou por uma primeira etapa de aprovação e aguarda a votação definitiva na próxima segunda-feira, surge como uma resposta direta ao desgaste da imagem da classe política e à necessidade de maior transparência e produtividade.

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A motivação para a proposta, segundo a vereadora, reside na percepção de que o vereador atua como o “para-choque” da administração pública, sendo o político mais cobrado e acessível à população. Nunes defende que a classe política precisa oferecer exemplos positivos para combater o estigma negativo que frequentemente recai sobre o Legislativo. O projeto ataca um modelo que, historicamente, previa até 60 dias de interrupção nas atividades ordinárias, distribuídos entre os meses de janeiro, fevereiro e julho. Durante esses intervalos, era comum a necessidade de convocações extraordinárias para tratar de temas urgentes, o que muitas vezes gerava custos adicionais e ruidosa repercussão social.
Projeto pode ser ratificado na próxima sessão
Com a sinalização positiva de seus pares na primeira votação, a expectativa é de que o projeto seja ratificado na próxima sessão. A aprovação final representará não apenas uma mudança burocrática no regimento interno da Câmara de Tapes, mas um passo em direção a um modelo de gestão pública mais austero e presente, focado na resolução imediata dos conflitos urbanos e no zelo pelo orçamento municipal.



