Alerta de golpe

Golpe do emprego usa seu rosto para limpar sua conta bancária

Entenda como funciona o crime que já fez vítimas no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga um homem suspeito de arquitetar falsas entrevistas de emprego para furtar dados biométricos de candidatos em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Para o golpe,  criminoso utilizava a estrutura de escritórios compartilhados, os chamados coworkings, para dar aparência de legalidade à farsa. No local, ele solicitava fotos e vídeos das vítimas sob o pretexto de confeccionar crachás, mas usava os registros para validar financiamentos e compras de veículos em nome de terceiros.

Golpe do emprego usa seu rosto para limpar sua conta bancária
Foto: Ilustração

Entenda como atuava suspeito de aplicar golpe no estado

A investigação aponta que o suspeito atuava como o primeiro elo de uma organização criminosa de alcance nacional, recebendo cerca de R$ 1 mil por cada transação aprovada. O esquema utilizava o reconhecimento facial — tecnologia que identifica a identidade de uma pessoa por meio de traços do rosto — para burlar sistemas de segurança bancária. Embora o homem tenha sido preso em flagrante no local das entrevistas após ser contido por populares, a Justiça concedeu liberdade provisória ao investigado durante a audiência de custódia.

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Uma profissional de Recursos Humanos, desempregada há um ano, foi uma das vítimas que relatou o ocorrido após receber alertas de tentativas de financiamento em seu nome. A delegada Luana Medeiros, responsável pelo caso, destaca que o suspeito possui histórico criminal desde 2011 e que a quebra de seu sigilo bancário já foi solicitada. Como os empréstimos eram realizados em outros estados, a polícia acredita que o número de vítimas seja maior do que o registrado até agora.

O avanço da tecnologia biométrica tem impulsionado as estatísticas de golpe no Estado, que somaram 85 mil registros no último ano. Especialistas em segurança digital advertem que dados sensíveis, como fotos para reconhecimento facial, jamais devem ser fornecidos fora de aplicativos oficiais ou ambientes de alta confiança. No caso de Gravataí, o Tribunal de Justiça informou que o Ministério Público não solicitou a prisão preventiva, optando por medidas cautelares, como a proibição de contato com as vítimas.

Tags: biometria, crime cibernético, estelionato RS, falsa entrevista de emprego, fraude financeira, Golpe, golpe do reconhecimento facial, gravatai, roubo de dados, segurança digital