A prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, manifestou preocupação com os impactos econômicos causados tanto pelas restrições e alta no preço do diesel quanto pelo novo modelo de concessão de pedágios em discussão no Rio Grande do Sul. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (25), a chefe do Executivo destacou que o município pode ser um dos mais prejudicados pelas mudanças, especialmente por sua posição estratégica ligada ao Porto.

Segundo a prefeita, há uma mobilização em andamento junto a entidades e lideranças políticas para tentar alterar pontos do projeto apresentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Entre as principais reivindicações estão a retirada de pórticos de pedágio do tipo “free flow” em áreas urbanas e a inclusão de novos trechos na concessão, como o eixo entre Camaquã e Porto Alegre, o que poderia diluir os custos e reduzir o valor das tarifas.
Darlene também defendeu maior participação popular no processo, ressaltando que está aberta uma consulta pública no site da ANTT. “É fundamental que a população participe e registre sua opinião. É isso que vai dar base para possíveis mudanças”, afirmou.
Outro ponto levantado foi a necessidade de antecipação de obras consideradas estruturantes, como intervenções no acesso ao Porto de Rio Grande. De acordo com a prefeita, melhorias logísticas são essenciais para evitar gargalos que impactam diretamente no custo do frete e na competitividade da região.
Em relação à crise do diesel, Darlene informou que o município ainda não enfrenta desabastecimento, mas já sente os efeitos da elevação nos preços. O Procon local está monitorando postos e distribuidoras para coibir abusos. No transporte público, houve ajustes pontuais nos horários como medida preventiva, com redução inferior a 2% das viagens.
A prefeita também destacou a importância de alternativas energéticas e citou o avanço nas tratativas para a implantação de infraestrutura de gás natural na região, considerada estratégica para atração de empresas e desenvolvimento econômico. Ela explicou que há uma proposta de construir um documento conjunto, com participação de prefeitos, parlamentares e entidades, consolidando as demandas da Metade Sul do Estado.



