O município de Rio Grande tenta atrair uma fábrica de automóveis após a tentativa frustrada com a Great Wall Motors (GWM), que optou pelo Espírito Santo. Segundo Rafael Prikladnicki, presidente da Invest RS, agência de desenvolvimento do Estado, existem negociações em andamento com diversas empresas do setor. O objetivo é consolidar a cidade gaúcha como um polo estratégico para a montagem de veículos no Brasil, aproveitando a estrutura logística local.

Expectativa é de que seja viável a chegada de uma montadora de veículos para o sul do estado
Entre as interessadas está a chinesa Geely, fabricante com forte atuação no mercado de carros elétricos. Representantes da companhia devem visitar a cidade nos próximos dias para avaliar as condições técnicas e estruturais. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 26, durante o South Summit Brazil 2026, em Porto Alegre. O evento debateu o papel dos distritos de inovação no crescimento econômico das cidades e na retenção de talentos.
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O Porto de Rio Grande, único terminal marítimo do Rio Grande do Sul, é apontado como o principal diferencial competitivo para o projeto de uma montadora de veículos. Vitor Mendes Magalhães, secretário municipal de Desenvolvimento, ressalta que o acesso direto ao mar facilita a exportação e importação de componentes. No entanto, a ausência de uma rede de gás natural ainda é um obstáculo para grandes indústrias. A expectativa é que a licitação de um terminal de gás ocorra até o fim do ano.
Outro desafio citado pelos gestores é a guerra fiscal entre os estados brasileiros. Magalhães e Prikladnicki criticam a disparidade na concessão de incentivos financeiros, muitas vezes impulsionada por fundos constitucionais de outras regiões. Apesar das dificuldades, o governo estadual acredita que a experiência anterior com a GWM provou a viabilidade técnica da região. O foco agora é converter o interesse inicial em contratos definitivos de investimento.



