O deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP) afirmou, neste sábado (28),em entrevista ao programa Esquina Democrática que o novo modelo de pedágios proposto para a região sul do Rio Grande do Sul preocupa lideranças locais. Ele também alertou para entraves que ameaçam um investimento bilionário da indústria de celulose na região.

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Segundo o parlamentar, o projeto federal prevê até 14 praças de pedágio entre Camaquã e Jaguarão e outras entre Porto Alegre e o sul do Estado. Ele disse que o valor pode ser menor que o atual, mas criticou o número de cobranças e o prazo de concessão, estimado em 30 anos.
O deputado afirmou que o modelo penaliza a região. Disse que trechos com maior fluxo, como a área metropolitana, ficaram fora da proposta. Para ele, a distribuição dos pedágios deveria ser mais equilibrada em toda a BR-116.
Marcos Vinícius informou que já participou de três audiências públicas e cobrou novas consultas em cidades da região. Caso não haja resposta do governo federal, pretende organizar debates pela Assembleia Legislativa.
Ele também comparou o projeto federal ao modelo estadual, alvo de investigação parlamentar. Avaliou que a proposta da União é mais onerosa para os usuários.
Na entrevista, o deputado tratou ainda do projeto de expansão de uma indústria de celulose, estimado em até R$ 27 bilhões. O empreendimento prevê instalação em Barra do Ribeiro, com estruturas em Pelotas e Rio Grande.
De acordo com ele, o projeto pode gerar cerca de 15 mil empregos na fase de obras e até 40 mil postos diretos e indiretos após a conclusão. O parlamentar disse que a iniciativa pode mudar a economia da região.
O avanço do licenciamento, porém, enfrenta questionamentos do Ministério Público Federal. A discussão envolve a necessidade de consulta a comunidades indígenas em Viamão, a cerca de 50 quilômetros do local da obra.
Marcus Vinícius criticou a medida. Disse que as comunidades diretamente afetadas já foram ouvidas e que a nova exigência pode atrasar o projeto. Para ele, o impasse cria insegurança jurídica e afasta investidores.
O deputado afirmou que pretende solicitar audiência pública para discutir o caso. Segundo ele, o objetivo é esclarecer os critérios adotados no processo e garantir a continuidade do investimento.
Por fim, destacou que a região sul precisa de novos projetos para gerar emprego e renda. Disse que acompanhará os dois temas — pedágios e investimento industrial — nas próximas semanas.



