A Prefeitura de Camaquã realizou, na manhã de terça-feira (31), uma operação para notificar a interdição de 25 imóveis na Rua da Barca, na Vila Pacheca. A ação atende a um laudo da Defesa Civil estadual que aponta risco iminente de desmoronamento às margens do Rio Camaquã. De acordo com o município, as residências estão em uma Área de Preservação Permanente (APP), local protegido por lei onde o solo apresenta instabilidade grave.

Força de segurança foi formada em Camaquã para conjunto de medidas
A força-tarefa reuniu órgãos de segurança, assistência social e saúde para comunicar a decisão aos moradores. Dos imóveis afetados, apenas nove possuem residentes fixos. O laudo técnico, emitido em fevereiro após vistoria do Departamento de Gestão de Desastres, indica que a erosão da margem e a subida do nível da água subterrânea (lençol freático) comprometem as estruturas das casas, aumentando a chance de acidentes durante períodos de chuva.
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A administração municipal enfatiza que a medida não é um despejo, mas uma ação preventiva para evitar tragédias. Profissionais do Desenvolvimento Social cadastraram as famílias e ofereceram suporte logístico para mudanças, além de acolhimento em albergues para quem não tiver onde ficar. A vistoria técnica foi motivada por um pedido do Ministério Público Estadual, que cobrou providências sobre a situação de insegurança na região rural.
Além da interdição das casas, a prefeitura determinou mudanças na atividade agrícola local. Uma plantação de arroz que invade a faixa de preservação ambiental deverá ser recuada para permitir a recuperação da mata ciliar — a vegetação que protege as margens dos rios. O prefeito Abner Dillmann informou que busca recursos junto ao Estado para encontrar uma solução habitacional definitiva para as famílias vulneráveis que ocupavam a área irregular.




