O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (1º) que o governo federal vai punir responsáveis por aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis. Segundo ele, a fiscalização será intensificada com apoio da Polícia Federal e de órgãos de defesa do consumidor, com foco em toda a cadeia de distribuição, que inclui refinarias, distribuidoras e postos. O presidente ressaltou que as medidas não têm relação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Durante entrevista à TV Cidade do Ceará, Lula indicou que eventuais irregularidades podem resultar em responsabilização penal. “Vamos ter que colocar alguém na cadeia”, declarou. Ele também afirmou que pretende ampliar a fiscalização em campo para verificar se reduções de preços anunciadas pela Petrobras estão sendo repassadas ao consumidor final. “A minha ordem é ir para a estrada, é ir no posto de gasolina, é ir na distribuidora, porque a Petrobras baixa o preço, mas não chega na bomba”, disse.
Alta no diesel
O presidente atribuiu parte da pressão sobre os preços ao cenário internacional, marcado por tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, com reflexos no mercado global de energia. Segundo Lula, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome, o que torna o país sensível a oscilações externas. Ele afirmou que o aumento dos combustíveis ocorre em diversos países e não é um fenômeno isolado.
Lula também mencionou o acordo entre a União e os Estados para redução do ICMS, imposto estadual que incide sobre combustíveis. De acordo com o presidente, a intenção é minimizar o impacto no custo de vida. “Faremos o possível para que a guerra de Trump e Netanyahu não aumente o preço do feijão […] Tudo isso é um acordo; não queremos fazer na marra”, afirmou.



