O juiz Pietro de Brida Migliavacca, da Vara Criminal de Camaquã, condenou nesta quarta-feira, 1º, onze pessoas acusadas de integrar uma rede organizada de tráfico de drogas no município. As penas impostas pelo magistrado variam de 8 a 14 anos de reclusão. A sentença ocorre menos de um ano após o início do processo, que investigou a venda e a distribuição de entorpecentes como maconha, crack e drogas sintéticas na região.

Sistema do tráfico de drogas operava com divisão de tarefas
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o grupo operou de forma estruturada entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025. A organização contava com divisão de tarefas, controle financeiro rigoroso e um sistema de entregas em domicílio, conhecido como tele-entrega, para alcançar diversas áreas da cidade. Os criminosos utilizavam veículos próprios para o transporte e mantinham depósitos para estocar as substâncias ilícitas antes da comercialização.
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A investigação revelou que o líder da organização comandava as operações de dentro do sistema prisional. Mesmo preso, ele coordenava a distribuição das drogas e o fluxo de caixa do grupo, o que resultou na maior pena do processo: 14 anos, 1 mês e 15 dias em regime fechado. Outro réu, apontado como o gerente das atividades nas ruas, recebeu a sentença de 10 anos e 8 meses de prisão, também para cumprimento imediato.
Durante o processo, 20 testemunhas foram ouvidas e provas colhidas em celulares apreendidos mostraram a contabilidade do tráfico e o monitoramento da movimentação policial. O magistrado destacou na decisão que o conjunto de provas evidenciou uma associação estável e profissionalizada, o que justifica o rigor das punições. Embora os réus tenham negado as acusações em depoimento, a condenação foi mantida. Os sentenciados ainda podem recorrer da decisão.




