O aumento no preço do óleo diesel tem agravado os custos de produção no campo e preocupado produtores da região de Camaquã. A avaliação é do presidente da Cooperativa de Cereais de Camaquã (Coopac), Volzear Longaray, que abordou o tema em entrevista neste sábado (4).

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De acordo com ele, embora o abastecimento tenha sido normalizado após um período de instabilidade, o impacto financeiro segue sendo significativo. O diesel chegou a registrar aumentos entre R$ 2 e R$ 4, refletindo diretamente em atividades como a colheita:
“É um custo que não estava previsto, em um ano de margens já apertadas”, afirmou.
Longaray destacou que a atuação de entidades do setor e de órgãos de fiscalização ajudou a regularizar a oferta de combustível na região. Ainda assim, o cenário tem levado produtores a buscar alternativas para reduzir a dependência do diesel.
Entre as possibilidades, ganham espaço os biocombustíveis e projetos de produção de etanol a partir de cereais. Segundo o dirigente, iniciativas no Estado já apontam para um modelo de economia circular, em que o próprio produtor pode gerar parte do combustível utilizado na propriedade.
No campo, a colheita do arroz na planície costeira interna já supera 60%, conforme dados do Irga. Na Coopac, cerca de 70% da safra esperada já foi recebida. A colheita da soja também começou, mas com produtividade abaixo do esperado em algumas áreas, reflexo da falta de chuvas em fevereiro.
No mercado, medidas adotadas no fim de 2025, como o incentivo à exportação, ajudaram a equilibrar a oferta de arroz e a sustentar os preços. Ainda assim, os valores seguem abaixo do custo de produção, mantendo o cenário de dificuldade para os produtores.




