Brasil

Amado Batista e gigante BYD entram para a ‘Lista Suja’ do trabalho escravo

A expansão do cadastro representa uma alta de 6,28%

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, nesta segunda-feira (6), o cadastro de empregadores que submeteram pessoas a condições análogas à escravidão (trabalho escravo). A nova versão da “lista suja” incluiu 169 nomes, entre os quais figuram o cantor Amado Batista e a fabricante de veículos elétricos BYD. Com a adesão desses novos registros, o documento público passa a contabilizar 613 infratores em todo o território nacional.

Amado Batista e gigante BYD entram para a 'Lista Suja' do trabalho escravo
Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT

Há uma alta no país nos índices de trabalho escravo

A expansão do cadastro representa uma alta de 6,28% em comparação ao levantamento anterior. Entre os novos integrantes da lista de trabalho escravo, a maioria é composta por pessoas físicas, totalizando 102 patrões, enquanto 67 são empresas. O monitoramento oficial resultou no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração extrema. O trabalho análogo à escravidão ocorre quando há jornadas exaustivas, condições degradantes ou restrição de locomoção por dívida.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

O setor de serviços domésticos lidera as novas inclusões, com 23 casos registrados. Na sequência, aparecem atividades como a criação de gado de corte, com 18 ocorrências, e o cultivo de café, com 12. A construção civil e o setor de colheita também somam números expressivos na lista. Simultaneamente à entrada de novos nomes, o governo removeu 225 empregadores que cumpriram o prazo de dois anos de permanência no cadastro.

Geograficamente, as fiscalizações ocorreram em 22 unidades da Federação entre os anos de 2020 e 2025. Minas Gerais concentra o maior volume de registros nesta atualização, com 35 casos, seguido por São Paulo, com 20, e Bahia e Paraíba, ambos com 17. A divulgação do documento é uma ferramenta de transparência para que a sociedade e o setor financeiro identifiquem quem desrespeita as leis trabalhistas fundamentais.

Tags: Amado Batista, BYD, direitos trabalhistas, escravidão moderna, fiscalização do trabalho, Lista Suja, Ministério do Trabalho, resgate de trabalhadores, TRABALHO ESCRAVO