A corretora de seguros Camilla Cunha, 37 anos, transformou perdas familiares em propósito profissional e hoje atua com foco em proteção financeira e saúde. Natural de Porto Alegre, ela relata que a morte dos pais, quando tinha 22 anos, mudou o rumo da sua vida e a levou a buscar autonomia e sentido no trabalho.

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Filha de Cláudio e Jane, já falecidos, Camilla diz que teve uma infância estável e dedicada aos estudos. Formou-se em Direito e planejava prestar concurso público, incentivo constante do pai, bancário. Três meses após a formatura, perdeu a mãe. O pai morreu oito meses depois.
A sequência de perdas impediu a elaboração imediata do luto. Camilla assumiu os cuidados com o pai e, depois, precisou reorganizar a própria vida. “Foi quando deixei de ser menina e comecei a me tornar adulta”, afirma.
Sem seguir na área jurídica, iniciou a carreira em vendas após orientação de uma amiga. Passou por uma distribuidora de medicamentos e, em seguida, ingressou no mercado de seguros e planos de saúde. A escolha não foi planejada, mas definiu sua trajetória.
No início, enfrentou dificuldades. Com o tempo, consolidou-se na área e afirma ter encontrado satisfação no trabalho. “Hoje faço o que gosto e com propósito”, diz. Segundo ela, a experiência pessoal influenciou a atuação profissional, voltada a oferecer aos clientes segurança que não teve no passado.
Camilla também trabalhou em uma seguradora ligada a banco, mas deixou o emprego durante a pandemia de covid-19. A decisão contrariou a busca por estabilidade, valor que herdou da família. “Entendi que aquele ambiente não era para mim”, afirma.
A corretora destaca a importância do autoconhecimento e da gestão emocional. Afirma que críticas externas e comparações dificultaram sua trajetória, mas serviram como aprendizado. “Precisei acreditar mais em mim e parar de ouvir opiniões que não me levavam adiante”, diz.
Hoje, mantém rotina de capacitação em áreas como inteligência emocional e comunicação. Para ela, a fé e a disciplina ajudam a enfrentar momentos de instabilidade, comuns na carreira autônoma.
Camilla defende que cada pessoa deve seguir o próprio caminho, mesmo diante de adversidades. “A gente pode construir o que quiser, desde que acredite e continue”, afirma.
A história da corretora ilustra como experiências pessoais podem redefinir escolhas profissionais. Ao transformar perdas em motivação, ela construiu uma carreira baseada em proteção, tema central da sua própria trajetória.



