A Portos RS informou, nesta quinta-feira (09), que o reaparecimento de sedimentos em trechos da Praia do Cassino está diretamente ligado à passagem de um ciclone extratropical que atuou sobre o Rio Grande do Sul entre os dias 7 e 8 de abril.

De acordo com o órgão, o fenômeno foi provocado por uma combinação de ventos intensos, forte agitação marítima e alterações no padrão das ondas. Essas condições favoreceram a ressuspensão de sedimentos no fundo do mar, com posterior deslocamento em direção à faixa de areia.
Os monitoramentos ambientais realizados pela Portos RS indicam a existência de um bolsão natural de sedimentos na região, cuja movimentação está diretamente associada à força dos ventos, às correntes marítimas e à dinâmica das ondas.
Ainda conforme a entidade, episódios semelhantes já foram registrados em outras áreas do litoral gaúcho, inclusive em locais sem qualquer atividade de dragagem. Isso reforça que a presença de lama na praia é um processo natural, associado a eventos meteorológicos como ciclones extratropicais e frentes frias.
A Portos RS destaca que o fenômeno não está restrito a áreas portuárias, sendo resultado de processos ambientais e hidrodinâmicos típicos da costa do Estado.
Mapeamento – Portos RS
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