Na manhã desta quinta-feira (16), o programa Primeira Hora recebeu a Dra. Gabriela Schönhofen, médica endocrinologista e metabologista, para um diálogo esclarecedor sobre como os hormônios ditam o ritmo da nossa vida. Durante a entrevista, a especialista detalhou o funcionamento da especialidade, que vai muito além do controle de taxas laboratoriais. Ela definiu os hormônios como peças fundamentais da nossa engrenagem, explicando que “o médico endocrinologista cuida basicamente dos hormônios que, falando assim de uma forma mais simples, seriam uns mensageiros do corpo que vão entregar comandos pros órgãos e regular o ritmo que os órgãos vão funcionar”. Um exemplo prático dessa dinâmica é a insulina, que regula a energia após a alimentação, processo que sofre alterações críticas no diabetes.

Equilíbrio hormonal em diferentes fases da vida
No universo feminino, a menopausa é o principal motivo de busca pelo especialista, frequentemente acompanhada de “calorões” e ganho de peso. Já no público masculino, a atenção se volta para o hipogonadismo e o uso indiscriminado de substâncias. A médica demonstrou preocupação com o cenário atual: “Hoje a gente tem um uso abusivo de anabolizantes que é muito frequente, infelizmente… muitas vezes esse paciente acaba vindo pra gente depois de ter feito um uso abusivo”. Ela reforçou a necessidade de uma avaliação criteriosa para determinar se existe, de fato, a necessidade médica de repor a testosterona.
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Para o público infantil, a endocrinologia pediátrica desempenha um papel fundamental no monitoramento do crescimento. Dra. Gabriela explicou que o acompanhamento permite verificar se a criança está no caminho certo e, se necessário, intervir com o hormônio do crescimento (GH). Segundo a doutora, os resultados são significativos, pois “a gente tem crianças que têm um ganho final de estatura de 5, 6, 7 cm, que é um ganho bem considerável”, impactando diretamente o desenvolvimento pleno do jovem.
Doenças silenciosas e o tratamento da obesidade
Sobre a osteoporose, a médica trouxe uma perspectiva importante sobre a prevenção, destacando que “a osteoporose em si ela não dói, a dor é quando você tem a fratura, quando o osso já tá com a densidade muito pequena”. No que diz respeito à tireoide, ela alertou para os perigos do excesso hormonal, muitas vezes causado por medicações manipuladas que o paciente utiliza sem saber, o que pode resultar em arritmias cardíacas severas.
Ao abordar a obesidade, a especialista defendeu uma mudança urgente na percepção social, combatendo o estigma que cerca o paciente. “Existe um preconceito muito grande que a pessoa está com obesidade porque ela tem preguiça de emagrecer… e não é encarado como deveria ser porque é uma doença, a obesidade é uma doença assim como a hipertensão e o diabetes”, afirmou. Por ser uma condição complexa, o tratamento deve ser multidisciplinar. A Dra. Gabriela finalizou enfatizando que o endocrinologista prescreve a medicação e avalia transtornos alimentares, mas deve atuar em conjunto com nutricionistas, psicólogos e outras especialidades médicas para garantir a saúde integral e metabólica do paciente.



