POLÍCIA

Polícia Civil prende ex-vereador suspeito de liderar fraude de licitações em Porto Alegre

Operação cumpre mandados, bloqueia R$ 2,5 milhões e aponta esquema com empresas ligadas para simular concorrência em contratos públicos

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira, 17, o ex-vereador Gilvani Gringo, suspeito de liderar um esquema de fraude em licitações públicas. A ação faz parte da Operação Effluxus, realizada em Porto Alegre e na Região Metropolitana.

Polícia Civil prende ex-vereador suspeito de liderar fraude de licitações em Porto Alegre
Polícia Civil prende ex-vereador suspeito de liderar fraude de licitações em Porto Alegre. Foto: Divulgação

Coordenada pelo delegado Augusto Zenon, a operação mobilizou 60 policiais e cumpriu nove mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em bens e a suspensão de contratos das empresas investigadas com o poder público.

Segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada para simular concorrência em licitações. Empresas ligadas entre si participavam dos mesmos certames apenas formalmente, com o objetivo de direcionar contratos e obter vantagens indevidas.

A apuração indica que o esquema tinha estrutura familiar e comando centralizado. Apesar de registradas em nomes distintos, as empresas compartilhavam funcionários, recursos e até pagamentos. A polícia também identificou uso de “laranjas” e mudanças societárias para ocultar o controle real dos negócios.

De acordo com os investigadores, Gilvani Gringo exerceria a liderança do grupo, mesmo sem aparecer formalmente nas empresas. A suspeita é de que ele utilizava influência política e uma rede de contatos para operar o esquema.

Outro ponto apurado é a prática de dumping social, com descumprimento de obrigações trabalhistas para reduzir custos. Essa estratégia permitia apresentar propostas mais baixas em licitações, prejudicando concorrentes e trabalhadores.

As investigações apontam ainda mais de 90 execuções trabalhistas sem pagamento, além de indícios de manipulação de pregões eletrônicos. Em alguns casos, empresas concorrentes utilizaram o mesmo endereço de IP, o que reforça a suspeita de combinação prévia de resultados.

Os investigados podem responder por fraude em licitação, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. A Polícia Civil não informou se houve outras prisões até o momento.

Disque Denúncia – Polícia Civil

A Polícia Civil destaca a importância das denúncias e registro de ocorrências, que podem ser realizadas via WhatsApp/Telegram, diretamente no celular da PCRS: (55) 98454-1004
Disque Denúncia 181
www.pc.rs.gov.br

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