O Tribunal do Júri de Camaquã condenou seis acusados por envolvimento na morte de um refém, em quatro tentativas de homicídio contra policiais civis do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e em outros crimes ligados ao caso. O julgamento começou na quinta-feira, 16, e terminou nesta sexta, 17.

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Atuaram na acusação os promotores de Justiça Lucas Codeceira e Fernando Mello Müller, pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.
Cinco réus foram condenados por todos os crimes descritos na denúncia. As penas variam de 29 anos e 6 meses a 39 anos e 1 mês de reclusão, além de períodos de detenção.
Um dos condenados recebeu pena de 39 anos e 1 mês de reclusão, mais 2 meses e 21 dias de detenção. Outro foi sentenciado a 38 anos e 5 meses de reclusão, além de 2 meses e 21 dias de detenção. Um terceiro recebeu 33 anos e 6 meses de reclusão e 2 meses e 10 dias de detenção.
O quarto réu foi condenado a 29 anos e 6 meses de reclusão e 2 meses de detenção. O quinto recebeu 37 anos e 3 meses de reclusão, além de 2 meses de detenção.
O sexto acusado foi condenado a 1 ano de detenção por porte ilegal. Ele foi absolvido das acusações de associação criminosa e receptação.
Segundo o Ministério Público, o grupo estava fortemente armado em uma propriedade rural e pretendia executar um desafeto ligado ao tráfico de drogas. Durante a abordagem, equipes da Polícia Civil se identificaram, mas os acusados passaram a atirar contra os agentes.
Para a acusação, houve uso de armas de fogo de uso restrito e ação direta contra servidores da segurança pública no exercício da função, o que sustentou as qualificadoras reconhecidas no julgamento.
Os crimes ocorreram em 22 de fevereiro de 2022.



