economia gaúcha

Halley Lino propõe corredor logístico unificado para evitar fretes caros e garantir segurança nas estradas

No Esquina Democrática deste sábado (18), o deputado debateu a importância de projetos como a "Casa do Caminhoneiro" e criticou a fragmentação de trechos rodoviários em novos contratos de concessão

O programa “Esquina Democrática” deste sábado (18) recebeu o deputado estadual Halley Lino (PT) para uma conversa sobre os desafios logísticos do Rio Grande do Sul e a proteção dos trabalhadores das estradas. Durante a entrevista, o parlamentar anunciou a criação de uma frente parlamentar dedicada exclusivamente à valorização e defesa dos caminhoneiros na Assembleia Legislativa Gaúcha. Halley Lino ressaltou que a categoria, responsável pela movimentação de mais de 85% das cargas no Brasil, enfrenta condições severas de trabalho e falta de suporte básico. “Vamos colher as assinaturas para instalar a Frente Parlamentar, pois o caminhoneiro é uma classe imprescindível para o país que passa muito trabalho na estrada”, afirmou o deputado.

Halley Lino propõe corredor logístico unificado para evitar fretes caros e garantir segurança nas estradas
Foto: Divulgação

Infraestrutura para quem transporta o país

A carência de locais adequados para o descanso dos motoristas foi um dos pontos centrais abordados pelo convidado. Ele explicou que a proposta da nova frente busca transformar em realidade projetos como a “Casa do Caminhoneiro”, oferecendo espaços estruturados para refeição, higiene e segurança. O deputado criticou o cenário atual, onde muitos profissionais ficam dependentes de pátios de postos de combustível sem a infraestrutura necessária. “Hoje o máximo que ele tem é um posto, onde às vezes tem que pagar para tomar banho“, lamentou, defendendo que a segurança de todos na rodovia depende diretamente do descanso digno de quem conduz os veículos pesados.

O fim de um ciclo de pedágios abusivos

Ao tratar da infraestrutura rodoviária, Halley  celebrou uma vitória histórica para a região sul: o encerramento das concessões que considerava prejudiciais ao desenvolvimento local. O deputado relembrou sua trajetória de luta contra modelos tarifários caros e comemorou o fato de, desde março de 2026, ser possível transitar do Porto do Rio Grande até Porto Alegre sem as antigas praças de cobrança. “Passamos 26 anos até que agora terminamos este pedágio absurdo na nossa região. É um fato muito importante estarmos transitando do Porto até Porto Alegre sem pagar pedágio hoje”, destacou, alertando que a nova modelagem em discussão para 2028 não pode repetir os erros do passado com tarifas elevadas ou pórticos urbanos indevidos.

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Futuro econômico gaúcho

Para o parlamentar, o fortalecimento da economia gaúcha passa obrigatoriamente por um corredor logístico único e pela integração de modais. Ele expressou preocupação com a divisão de trechos rodoviários nos novos contratos, o que poderia encarecer o frete para cidades como Camaquã e Pelotas. Além das estradas, o deputado defendeu investimentos pesados em hidrovias e a completa reformulação do sistema ferroviário, que atualmente opera de forma insuficiente. “O problema não é o porto, mas a carga chegar lá. Precisamos de rodovias, hidrovias com dragagem e ferrovias que funcionem”, concluiu Lino, enfatizando que o foco deve ser aumentar a competitividade do Porto do Rio Grande frente ao mercado nacional.