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Casa equipada para fuga não impede prisão de acusado de feminicídio em Rio Grande

Imóvel contava com câmeras e rotas de fuga planejadas para evitar cerco policial; ação do GAECO em Rio Grande marca estreia de projeto para recapturar agressores

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) prendeu, nesta segunda-feira (20), em Rio Grande, um homem denunciado pelo assassinato da ex-companheira. A ação marca o início do Projeto Protetor, uma estratégia institucional focada na recaptura de foragidos por crimes contra mulheres e pessoas vulneráveis. A operação foi executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o suporte da Brigada Militar, após um monitoramento detalhado do paradeiro do suspeito.

Casa equipada para fuga não impede prisão de acusado de feminicídio em Rio Grande
Foto: Divulgação

Residência equipada com câmeras e cercas

O acusado foi localizado em uma residência equipada com câmeras de segurança e cercas de proteção. De acordo com o promotor Rogério Meirelles Caldas, coordenador do Gaeco, o homem tentou fugir pulando muros durante a abordagem policial. “Ele já tinha escadas preparadas para escapar por terrenos vizinhos. O uso de drones foi fundamental para o monitoramento e o sucesso da operação”, afirmou Caldas. Na residência, os agentes cumpriram mandados de busca e de prisão preventiva expedidos pela Justiça.

O crime ocorreu em setembro de 2024 e teve como vítima Danielle Moreira Neves. Segundo a denúncia, o suspeito teria agido por ciúmes após ler mensagens da ex-companheira. O corpo da mulher foi encontrado nove dias depois de o homem ter rompido sua tornozeleira eletrônica. As investigações indicam que o homicídio foi premeditado; o agressor levou a vítima até um local isolado antes de efetuar os disparos. O preso possui histórico criminal por tráfico de drogas, estupro e ameaças.

Projeto Protetor

O Projeto Protetor pretende intensificar ações semelhantes em todo o Rio Grande do Sul para localizar criminosos de alta periculosidade. A iniciativa trabalha em parceria com a Polícia Penal e a Brigada Militar, priorizando casos de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas. Para o Ministério Público, a integração entre as forças de segurança é essencial para garantir a punição de agressores e dar uma resposta eficaz à criminalidade violenta contra o público feminino no Estado.