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Hospital Fêmina tem UTI Neonatal fechada após morte de prematuro infectado por bactéria

De acordo com o grupo hospitalar, de 34 pacientes internados, quatro testaram positivo para bactéria Acinetobacter baumannii

Na última quinta-feira (16), após a detecção de uma bacteria pan-resistente, identificada como Acinetobacter baumannii, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, a instituição fechou temporariamente a unidade para conter a infecção. Em 2024, a bactéria chegou a ser considerada uma das mais perigosas do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Foto: Reprodução/ GHC

 

De acordo com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pelo hospital, 34 pacientes estavam internados na unidade e quatro testaram positivo para a presença da bactéria. Um bebê prematuro, que estava infectado morreu. Conforme nota, a instituição afirma ter acionado “imediatamente” todos os órgãos reguladores e de fiscalização.

 

O local atingido foi totalmente isolado com restrição máxima e bloqueio de movimentações. Sobre a vítima que veio a óbito registrado na UTI Neonatal, o GHC informou que a vítima nasceu de um parto de risco e em situação de prematuridade extrema. Outros três recém-nascidos que testaram positivo para a infecção estão sendo acompanhados por equipe exclusiva e foram mantidos em isolamento. O quadro de saúde é estável.

 

Superbactéria 

A Acinetobacter baumannii, bactéria verificada no hospital do RS, foi listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2024 como uma das bactérias mais perigosas do mundo.

A OMS classifica as bactérias como perigosas com base em vários critérios:

 

  • Taxas de mortalidade
  • Incidência (número de infecções)
  • Impacto na saúde
  • Desenvolvimento de resistência
  • Transmissibilidade
  • Evitabilidade
  • Opções de tratamento
  • Desenvolvimento de novos medicamentos

A Acinetobacter baumannii é descrita como um “patógeno bacteriano oportunista emergente” associado a infecções hospitalares.

O risco de contaminação aumenta conforme o tempo em que os pacientes permanecem hospitalizados. Pessoas com sistemas imunológicos vulneráveis estão particularmente em risco. A Acinetobacter baumannii também é resistente aos carbapenêmicos.

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