Agro

Estado alerta para risco de raiva em rebanhos do RS

Focos da doença levam à ação contra morcegos transmissores; gripe aviária é encerrada no Taim após 28 dias sem novos casos

A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) emitiu alerta sanitário para risco de raiva em herbívoros no Noroeste do Rio Grande do Sul. A medida abrange, neste momento, os municípios de Tiradentes do Sul e São Nicolau, onde foram confirmados focos da doença.

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

O alerta ocorre após a identificação de grande número de animais com marcas de mordida de morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue. Técnicos do Estado iniciaram a busca por refúgios desses animais para conter a disseminação do vírus.

A Seapi também aponta risco de avanço da doença para cidades próximas. Entre elas estão Esperança do Sul, Crissiumal, Derrubadas, Pirapó, Garruchos e Dezesseis de Novembro.

O coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora, Wilson Hoffmeister, afirmou que equipes atuam no monitoramento e no atendimento de casos suspeitos. Segundo ele, a resposta rápida busca evitar novos focos e reduzir prejuízos à pecuária.

As ações incluem controle de morcegos e orientação aos produtores. A secretaria reforça a importância da vacinação dos rebanhos e da comunicação imediata de casos suspeitos.

Produtores não devem tentar capturar morcegos por conta própria. A recomendação é informar a localização dos refúgios às inspetorias ou escritórios de defesa agropecuária. Os esconderijos mais comuns incluem troncos ocos, cavernas, fendas em rochas, túneis e construções abandonadas.

A captura é feita apenas por equipes especializadas do Estado, treinadas e vacinadas. Esses grupos são acionados quando há confirmação da doença ou aumento de ataques em animais de produção, como bovinos, equinos, ovinos e suínos.

Gripe aviária

A Seapi também informou o encerramento de um foco de gripe aviária na Reserva Ecológica do Taim, em Santa Vitória do Palmar. A decisão foi tomada após 28 dias sem registro de novas mortes de aves.

A área havia sido interditada no início de março e foi reaberta à visitação. O foco foi identificado no fim de fevereiro, após a morte de aves silvestres na Lagoa da Mangueira, da espécie cisne-coscoroba.

Durante o período, equipes realizaram monitoramento com apoio de barcos e drones. Foram feitas 95 ações de vigilância em propriedades com criação de aves em um raio de 10 quilômetros. Outras 22 fiscalizações ocorreram em granjas comerciais.

A gripe aviária é uma doença viral contagiosa que afeta principalmente aves, mas pode atingir outros animais e, em casos raros, humanos.

A orientação é evitar contato com animais doentes ou mortos. Situações suspeitas devem ser comunicadas imediatamente à Seapi. Sinais incluem problemas respiratórios, alterações neurológicas e mortes súbitas em aves.

Tags: Agro, Gripe Aviária, herbívoros, Raiva, Rio Grande do Sul