A edição desta segunda-feira (27) do programa Primeira Hora trouxe ao debate um tema que impacta diretamente o cotidiano de quem vive na região: a mobilidade entre Arambaré e Camaquã. O convidado da manhã, o morador de Arambaré João Trindade, participou ao vivo para relatar as dificuldades enfrentadas pela comunidade e chamar atenção para a necessidade de ajustes no transporte intermunicipal.

O gargalo no retorno
Segundo o entrevistado, o principal problema está no fim do dia. O último ônibus de Camaquã para Arambaré sai por volta das 17h, o que inviabiliza a rotina de muitos trabalhadores e estudantes. “Eu conheço pessoas que fazem cursos aqui em Camaquã que têm que sair mais cedo ou dormir na casa de parente porque não tem horário de ônibus para voltar”, relatou.
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A limitação também afeta quem busca emprego no comércio local. João questiona: “Como é que alguém que mora em Arambaré vai conseguir trabalhar em Camaquã se não tem como ir embora?”.
Ele reconhece que o deslocamento pela manhã funciona de forma adequada, com saída às 7h de Arambaré e chegada em Camaquã entre 7h30 e 8h, atendendo quem precisa trabalhar ou acessar serviços de saúde. O problema, no entanto, está concentrado no retorno.
Sábados e alternativas arriscadas
A situação se agrava aos sábados, quando o último ônibus deixa Camaquã às 13h30. Sem opções, muitos moradores acabam recorrendo a alternativas informais. “Sábado à tarde tu vai contar com a ajuda de alguém de carona ou acaba indo para o transporte clandestino”, explicou. Ele também alertou para os riscos: “Tu tem que pagar e às vezes não sabe com quem está indo, nem a qualidade do carro”.
Impacto no desenvolvimento regional
Para João, a solução passa por uma adequação simples, como a ampliação do horário de retorno para o início da noite, entre 18h e 18h30. Segundo ele, isso permitiria que trabalhadores e estudantes organizassem melhor suas rotinas sem depender de terceiros.
O entrevistado também chamou atenção para as consequências econômicas da falta de mobilidade. “A gente precisa melhorar isso até para desenvolver, porque senão tu vai ter êxodo”, alertou. Ele explica que moradores acabam deixando Arambaré para viver em Camaquã, reduzindo o consumo e o crescimento do município de origem.




