Na manhã desta terça-feira (28), o programa Primeira Hora recebeu o secretário de Sistemas Penal do Estado César Kurtz para detalhar o plano de modernização do sistema prisional gaúcho. O gestor destacou que o governo vem executando um planejamento consistente que já soma 5.246 novas vagas, com foco em estruturas que incluem salas de aula e pavilhões de trabalho. Segundo Kurtz, o objetivo é garantir que o apenado tenha uma ocupação, pois “é através da inserção econômica do indivíduo ter uma renda mínima para garantir sua subsistência que ele vai poder, eventualmente, largar o crime”, reduzindo assim a reincidência que sobrecarrega o sistema.

Sistema prisional será modernizado
Para a Região Sul, o secretário trouxe atualizações importantes sobre a obra do novo presídio de Rio Grande, que já atingiu 73% de execução e deve ser entregue em meados de outubro. Com 1.710 novas vagas, a unidade promoverá um “destensionamento daquelas unidades da região das proximidades que estão sofrendo com a superlotação”, como é o caso de Camaquã. Sobre esta última, Kurtz revelou que a estratégia é retomar a capacidade de engenharia da unidade e, possivelmente, alterar seu perfil, sugerindo que ela possa se tornar um presídio feminino ou receber um público menos violento por estar localizada no centro da cidade.
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Em paralelo aos ajustes estruturais, o Estado avança na modernização da Polícia Penal, com o uso de viaturas semi-blindadas e a ampliação de videoconferências para audiências. Kurtz também se mostrou favorável à inclusão da agricultura familiar na alimentação dos detentos, visando fomentar o pequeno produtor, desde que haja garantia de fornecimento diário para suprir a demanda fixa do sistema.
Bons números de prisões em 2025
O secretário explicou que o aumento radical no número de prisões em 2025 é reflexo do bom trabalho das polícias através do programa RS Seguro. Ele reiterou que a prioridade da secretaria é a integração para oferecer um serviço eficiente à sociedade. Como pontuou em sua fala final, o foco do governo é o bem-estar da população: “nosso maior cliente é o teu ouvinte, né? É o cidadão. É garantir que as ruas estejam seguras e quem tem que estar preso esteja preso”, concluiu o gestor.



