Nesta quinta-feira (30), o programa Primeira Hora recebeu convidados especiais para celebrar um marco histórico na educação de Camaquã. O vice-prefeito Luciano Pereira Dias, acompanhado por gestores escolares, apresentou os detalhes do reconhecimento das escolas municipais João Beckel e 15 de Novembro, que figuram entre as 200 melhores do Rio Grande do Sul em alfabetização. O prêmio, concedido pelo programa Alfabetiza Tchê, valida o desempenho excepcional de alunos do segundo ano, refletindo um trabalho conjunto que envolve formação docente e suporte pedagógico contínuo. “Estamos aqui para passar para a nossa comunidade o que a educação de Camaquã vem fazendo, nossos propósitos, objetivos, e também falar do Alfabetiza RS”, destacou o vice-prefeito Luciano Dias.

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Resiliência e superação na Escola João Beckel
A Escola João Beckel manteve a excelência no ensino mesmo após enfrentar uma microexplosão que comprometeu sua estrutura física. A decisão de manter as atividades no local através do uso de contêineres, atendendo a um pedido da comunidade rural, mostrou-se acertada diante dos índices de proficiência alcançados. Segundo o diretor Gilmar, o mérito é compartilhado entre professores, funcionários e as famílias que não abandonaram a instituição no momento de crise. “Foi um desejo da comunidade… para que a gente não saísse daquele ambiente, porque a comunidade é muito forte, muito unida”, afirmou o diretor, celebrando a superação de um ano de 2024 marcado por desafios climáticos severos.
Mobilização comunitária
A coordenadora pedagógica Aniele explicou que o sucesso é fruto do Índice de Qualidade da Alfabetização, medido através de avaliações rigorosas de língua portuguesa e matemática. A estratégia de Camaquã incluiu até o uso de mascotes para garantir que nenhum aluno faltasse no dia da prova, demonstrando o alto nível de engajamento familiar. Com o prêmio, as escolas receberão um aporte financeiro significativo para investir ainda mais na alfabetização dos estudantes. “Vamos ter em torno de R$ 37.000 a R$ 40.000 depositados na nossa conta para se trabalhar e ainda elevar mais a alfabetização”, revelou Aniele, mencionando também o programa “Recompor Camaquã”, que foca em alunos com defasagem escolar do 3º ao 9º ano.
Futuro nas escolas premiadas
A Escola 15 de Novembro, situada na localidade de Santa Auta, também foi destaque pelo seu modelo de gestão que une o ensino tradicional a projetos inovadores. A diretora Tagiana ressaltou o orgulho de compartilhar a notícia com a comunidade do interior, citando que a escola utiliza o turno inverso para vencer desafios logísticos e oferecer novas oportunidades. Um exemplo citado foi a “Sala Maker”, um espaço de marcenaria onde os alunos desenvolvem habilidades práticas e empreendedoras. “A nossa Sala Maker é para incentivar os alunos para outras atividades… e na nossa feira de trabalhos os alunos podem comercializar o trabalho realizado”, explicou a diretora, evidenciando que a educação de qualidade em Camaquã vai muito além da sala de aula convencional.



