saúde mental

Empresas têm até 26 de maio para se adequar às normas de saúde mental no trabalho

A analista comportamental Luciane Bandow alerta sobre a obrigatoriedade do mapeamento de riscos psicossociais para evitar multas e promover o bem-estar dos colaboradores

Nesta quinta-feira (30), o programa Primeira Hora recebeu a analista comportamental Luciane Bandow para um diálogo sobre a gestão de pessoas e o bem-estar corporativo. Em sua participação, a especialista alertou os ouvintes da Rádio Acústica FM sobre a proximidade do prazo final, em 26 de maio, para que as empresas se adequem às normativas que exigem o mapeamento de riscos psicossociais.

Empresas têm até 26 de maio para se adequar às normas de saúde mental no trabalho
Foto: Alice Campos

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O mito da separação entre o pessoal e o profissional

Luciane confrontou a ideia obsoleta de que o colaborador deve “deixar seus problemas na porta da empresa”, defendendo que o ser humano é uma unidade indivisível. Para ela, tentar forçar essa separação gera um desgaste emocional que culmina no esgotamento físico e mental. “No momento que existe um equilíbrio mental e saúde dentro da corporação, tudo funciona melhor. Como se eu pudesse separar o corpo da alma, do espírito… isso não existe. Nós somos um só“, explicou. A especialista pontuou que o imediatismo e a pressão excessiva por metas têm colocado os profissionais em um “piloto automático” perigoso, onde o autoconhecimento é negligenciado em favor da produtividade imediata, o que acaba resultando em explosões emocionais e interpretações negativas de feedbacks.

Liderança humanizada 

A analista também abordou o papel crucial dos gestores, que muitas vezes carecem de preparo para lidar com a complexidade emocional de suas equipes. Luciane destacou que a gestão emocional interna reflete diretamente na comunicação externa e na harmonia do ambiente de trabalho. “Nossos líderes e gestores muitas vezes não estão aptos e estão sendo cobrados para saberem gerenciar isso. A nossa comunicação é o que a gente sente dentro”, afirmou. Ela reforçou que, em um cenário onde as pessoas passam mais tempo com colegas do que com a própria família, a empresa precisa oferecer suporte e possibilidade de fala, evitando que o colaborador sofra o “efeito camaleão”, forçando-se a ser alguém que não é para se ajustar a ambientes que ferem suas crenças.

Soluções integradas com a ABC Profiler

Para auxiliar as empresas nesse processo de adequação e cuidado, Luciane apresentou o trabalho realizado pela consultoria ABC Profiler. Diferente de abordagens puramente burocráticas, a consultoria oferece um plano de ação personalizado que inclui diagnóstico de assédio, sobrecarga e treinamento de liderança, contando com suporte psicológico especializado. “Muitos pensam em engavetar para cumprir tabela e evitar multas altas. Nós criamos uma consultoria integrada… além do diagnóstico, intervimos com um plano de ação”, detalhou. Ao encerrar sua participação, ela lembrou que o foco no ser humano é o verdadeiro segredo para o sucesso de qualquer “máquina” corporativa, convidando os empresários a enxergarem além do crachá e valorizarem a essência de seus colaboradores.

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