saúde

“O atendimento essencial nunca foi interrompido”, garante diretor técnico sobre mudanças no HNSA

Guilherme Mendes esclarece que a triagem rigorosa por classificação de risco visa evitar a escassez de macas e assegurar agilidade máxima em situações de risco de vida

Neste sábado (02), o programa Esquina Democrática recebeu Guilherme Mendes, diretor técnico do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), para detalhar as medidas adotadas pela instituição diante da crise de superlotação que atingiu a unidade nos últimos dias. Com a chegada do inverno e o aumento expressivo na demanda por atendimentos respiratórios e clínicos, o gestor explicou que foi necessário implementar uma reorganização rigorosa nos fluxos de entrada para garantir a segurança dos pacientes.

"O atendimento essencial nunca foi interrompido", garante diretor técnico sobre mudanças no HNSA
Foto: Diego Costa

O Desafio da Superlotação 

O diretor técnico expôs a gravidade do cenário recente, mencionando que a falta de infraestrutura básica, como macas, tornou-se um risco real. “Em horários de pico, se tu tem uma estrutura para manter 30 pessoas e chegam mais 20 que não conseguem se acomodar, chega num ponto que a gente precisa de ‘maca emprestada'”, revelou Mendes, citando casos em que foi necessário agilizar a transição de pacientes do SAMU para não comprometer o resgate de outras ocorrências no município. Ele destacou que o acúmulo de pacientes aguardando leitos de enfermaria dentro do pronto-socorro foi o principal gatilho para a decisão de priorizar estritamente os casos de maior complexidade clínica.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

Critérios de Atendimento 

Para solucionar o impasse, o hospital passou a operar focado em sua função de origem: o atendimento de urgência e emergência, classificados como fichas amarelas e vermelhas. Mendes esclareceu que casos leves, como sintomas gripais ou dores crônicas, estão sendo redirecionados para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou para a UPA. “A regra geral é: se a pessoa tem condições de se deslocar sozinha por meios próprios, ela pode ir à UBS ou UPA”, explicou o diretor, reforçando que o hospital deve ser o destino de quem apresenta quadros de perda de consciência ou traumas graves. Essa triagem visa assegurar que os recursos hospitalares estejam disponíveis para quem corre risco iminente de vida.

Integração Regional 

A melhora no cenário atual é fruto de uma parceria estratégica com a Secretaria Municipal de Saúde e hospitais de cidades vizinhas, como Tapes e Dom Feliciano. O diretor celebrou a redução no número de pacientes retidos no pronto-socorro e a conscientização da comunidade após as orientações. “O sistema está todo interligado, seja UBS, UPA ou hospital. É importante que o paciente entenda que esses serviços se comunicam e estão unidos para assisti-lo da melhor forma”, concluiu Guilherme Mendes. Com o apoio regional para a transferência de pacientes já estabilizados, o HNSA consegue recuperar sua capacidade de giro de leitos, mantendo a assistência essencial para os 21 municípios da região.