O Rio Grande do Sul conta com 2.955 hospitalizações e 185 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) somente neste ano, até este domingo (03), com isto, o estado decretou estado de emergência em saúde pública para o enfrentamento da doença, especialmente no atendimento às crianças. Até a 16ª semana epidemiológica, foram contabilizadas 2.917 internações, acima dos índices de 2025, com 2.815 no mesmo período, mas dados inferiores a 2024 e 2023, ambos com mais de 4 mil.

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Assinado pelo governador Eduardo Leite, o decreto destacou um quadro bastante específico e preocupante. O documento aponta aumentos de 102,7% nas hospitalizações por SRAG, de 533,3% por influenza e 376,9% pelo rinovírus de maneira geral, podendo chegar a 528,6% entre menores de 12 anos, todos entre as semanas epidemiológicas 7 a 10 deste ano.
Os dados apontam casos de síndrome gripal nas chamadas Unidades Sentinelas, que eram de 5,6% na semana 6, dispararam para 12,3% na semana 12. Durante o período de emergência, as redes hospitalares que prestam serviços ao SUS deverão adotar e priorizar medidas administrativas para ampliar a disponibilidade de leitos clínicos com suporte ventilatório e de unidade de terapia intensiva (UTI) destinados ao atendimento de pacientes com SRAG.
A Secretaria da Saúde (SES) será responsável por coordenar as ações e os serviços públicos de saúde, estabelecendo diretrizes gerais e podendo expedir atos complementares para garantir resposta rápida e integrada do sistema, com prioridade ao atendimento de crianças. Os municípios também poderão adotar medidas complementares, conforme sua realidade epidemiológica.
O estado de emergência tem validade de 120 dias, podendo ser prorrogado de acordo com a evolução dos indicadores epidemiológicos.



