Tensão mundial

Bombas no Golfo: Mísseis do Irã atingem frota americana, diz agência

Agência relatou que dois mísseis atingiram uma fragata dos EUA

O governo do Irã afirmou, nesta segunda-feira (4), ter bloqueado a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. O episódio ocorre em meio à promessa da gestão de Donald Trump de iniciar uma operação militar para escoltar embarcações comerciais retidas na região devido ao conflito no Oriente Médio. Enquanto agências de notícias iranianas mencionam o uso de mísseis, o Pentágono nega categoricamente que qualquer unidade naval americana tenha sido alvo de ataques ou atingida por projéteis.

Bombas no Golfo: Mísseis do Irã atingem frota americana, diz agência
Foto: Divulgação

Clima é de duplas versões sobre episódio no Irã

As versões sobre o confronto são contraditórias e expõem a fragilidade do cessar-fogo em vigor desde abril. A agência estatal Fars relatou que dois mísseis atingiram uma fragata dos EUA, forçando o seu recuo. Em contrapartida, a Marinha do Iraniana limitou-se a declarar que emitiu um “aviso decisivo” para impedir a passagem, sem confirmar disparos. Já um alto funcionário de Teerã mencionou à agência Reuters apenas um tiro de advertência, técnica comum em abordagens navais para sinalizar que o avanço não é permitido.

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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) mantém a posição de que nenhum ataque ocorreu contra suas forças. Contudo, os Emirados Árabes Unidos denunciaram que o regime iraniano atacou um petroleiro da estatal ADNOC que navegava pela via. O Estreito de Ormuz é um ponto geográfico estratégico que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, sendo responsável pelo escoamento de 20% do petróleo mundial, o que torna qualquer instabilidade na área um risco direto à economia global.

Para reafirmar seu poderio, o regime iraniano divulgou um novo mapa que delimita áreas de “gestão e controle” militar nas águas do estreito. O documento estabelece linhas vermelhas entre a ilha de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes, além de trechos próximos ao litoral de Omã. O regime de Teerã exige que qualquer tráfego na região seja coordenado com suas Forças Armadas, contrariando a liberdade de navegação defendida pela comunidade internacional e pelos órgãos reguladores marítimos.

A movimentação iraniana responde ao “Projeto Liberdade”, plano anunciado por Donald Trump para guiar navios civis bloqueados desde o início das hostilidades, em 28 de fevereiro. Embora Washington tenha prometido iniciar a escolta nesta manhã, observadores internacionais ainda não registraram deslocamentos militares efetivos. O presidente americano classificou a ação como uma medida humanitária para liberar empresas “vítimas do bloqueio”, alertando que interferências contra a frota de escolta seriam combatidas com firmeza.

Atualmente, o estreito vive uma situação de impasse logístico e militar. Apesar do cessar-fogo nas frentes de batalha terrestres, os EUA mantêm um bloqueio próprio contra embarcações ligadas ao regime iraniano desde 13 de abril. Paralelamente às tensões no mar, canais diplomáticos tentam uma solução para o fim definitivo da guerra. O governo iraniano confirmou que analisa uma contraproposta de 14 pontos enviada pela Casa Branca, intermediada pelo Paquistão, para selar um acordo de paz.

Tags: conflito Oriente Médio, crise internacional, Donald Trump, Estados Unidos, Estreito de Ormuz, Irã, Marinha dos EUA, preço do petróleo, Projeto Liberdade, segurança marítima