Um caso incomum de saúde masculina chamou atenção durante a participação do urologista Rafael Fraga, nesta terça-feira (05), ao abordar o tratamento de cálculos renais e outras formações semelhantes no organismo. Durante a conversa, o médico detalhou situações clínicas recentes e explicou como diferentes tipos de cálculos podem se desenvolver — inclusive em regiões pouco comentadas, como a próstata.

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Segundo o especialista, embora os cálculos renais sejam mais conhecidos, também podem ocorrer formações semelhantes dentro da próstata, condição considerada rara. Ele relatou o atendimento de um paciente da região que apresentava múltiplas calcificações prostáticas, diagnosticadas por exames de imagem ao longo de anos de acompanhamento.
O quadro evoluiu com sintomas como dificuldade para urinar, ardência, dores na região pélvica e desconforto após a ejaculação. Inicialmente, o tratamento foi conduzido com estratégia comum nesses casos quando há controle dos sintomas. No entanto, com a progressão do quadro, foi necessária intervenção cirúrgica.
Durante o procedimento, realizado na última semana, o médico identificou uma situação atípica: cerca de 110 pequenos cálculos foram removidos do interior da próstata:
“À medida que realizávamos a raspagem da parte interna da próstata, as pedrinhas iam se soltando. Foi um achado surpreendente”, relatou.
O urologista explicou que esse tipo de formação está associado, na maioria das vezes, a processos inflamatórios e infecciosos crônicos. Com o passar dos anos, essas condições podem levar ao acúmulo de secreções e à obstrução de ductos da glândula, favorecendo a formação dos cálculos.
Apesar do impacto do caso, o médico reforçou que nem sempre a presença de cálculos prostáticos exige cirurgia:
“Quando os sintomas são leves e controlados com medicamentos, o tratamento é conservador. A cirurgia é indicada apenas quando não há resposta clínica satisfatória”, destacou.
O procedimento realizado não envolveu a retirada da próstata, mas sim uma espécie de “limpeza” interna da glândula, com remoção do tecido comprometido e dos cálculos. O paciente permaneceu internado por cerca de dois dias e a expectativa é de melhora significativa nos sintomas urinários.
O caso, considerado raro pelo próprio especialista, foi registrado em vídeo para fins científicos e deve ser apresentado em discussões médicas. A situação reforça a importância do acompanhamento regular da saúde urológica, especialmente diante de sintomas persistentes.



