A Justiça do Rio Grande do Sul marcou para o dia 4 de agosto, às 9h, o julgamento de um casal acusado de assassinar uma mulher para roubar o filho dela, um bebê de apenas três meses. O crime, que chocou o Estado, ocorreu em janeiro de 2024, em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os réus, um homem de 28 anos e uma mulher de 50, estão presos desde a época dos fatos e responderão perante o Tribunal do Júri.

O conselho de sentença deverá ouvir oito testemunhas, além de peritos e médicos-legistas, antes do interrogatório final dos acusados. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima, Vitória da Silva Saliba Rodrigues, foi morta por asfixia mecânica dentro de um carro, após ser atraída para uma emboscada. O corpo foi ocultado em um terreno baldio sob galhos, enquanto os suspeitos fugiam com o recém-nascido, que foi resgatado pela polícia quatro dias depois.
Casal tentou registrar a criança como se fosse filho
O crime foi motivado pelo desejo do casal de criar a criança como se fosse deles. As investigações revelaram que a vítima acreditava que a acusada era mãe do seu companheiro, quando, na verdade, os dois eram casados. Após o homicídio, a dupla apresentou o bebê aos parentes como filho biológico e tentou registrá-lo em um cartório de Porto Alegre. A falta de documentos exigidos levantou suspeitas nos funcionários, levando à prisão dos envolvidos.
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O homem e a mulher respondem por homicídio qualificado — quando há agravantes como asfixia e impossibilidade de defesa da vítima — além de sequestro e tentativa de registro falso. O termo “homicídio qualificado” indica que o crime foi cometido com crueldade ou para garantir a execução de outro delito, o que aumenta a pena prevista em caso de condenação. O bebê, hoje com mais de dois anos, permanece sob os cuidados do pai e dos avós.




