OBITUÁRIO

Aos 97 anos, morre o advogado João Máximo Lopes

Jurista foi um dos criadores e presidente do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã

O advogado e pesquisador João Máximo Lopes faleceu aos 97 anos. Natural de Bagé e radicado em Camaquã desde 1957, ele foi um dos idealizadores e presidente do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã (NPHC), tornando-se uma das principais referências na preservação da cultura e da memória regional.

Aos 97 anos, morre o advogado João Máximo Lopes
Foto: Reprodução

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

Ao longo de décadas, João Máximo Lopes dedicou-se ao estudo da história da Costa Doce e da Revolução Farroupilha. Entre suas obras de maior destaque está o livro lançado pelo NPHC,  “Roteiro Farroupilha em Camaquã”, lançado em 2018. Com 326 páginas e resultado de 17 anos de pesquisa, a publicação reúne fatos históricos ligados a Camaquã, Cristal e Arambaré, além de destacar pontos turísticos da região. Segundo o secretário do Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã, Giuller Dias, a obra se tornou uma importante contribuição para a valorização da história local.

Na advocacia, João Máximo Lopes também construiu uma trajetória marcante. Em 1973, iniciou as atividades do escritório, que ultrapassou cinco décadas de atuação e recebeu neste ano o Troféu Costa Doce, reconhecimento pelo compromisso com a advocacia de excelência.

Advogado João Máximo Lopes

O advogado também recebeu homenagens da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Sul (OAB-RS). Em 2008, o então presidente da entidade, Claudio Lamachia, e conselheiros seccionais realizaram a entrega da Medalha Leonardo Macedônia aos ex-presidentes da subseção de Camaquã. Entre os homenageados estava João Máximo Lopes, reconhecido pela contribuição prestada à advocacia gaúcha.

A cerimônia de despedida ocorre neste sábado (09), na Capela Serenidade, da Funerária Camaquense. O sepultamento está marcado para às 10h, em cerimônia de cremação.

Tags: Bagé, Camaquã, João Máximo Lopes