Na manhã desta quarta-feira (27), o programa Primeira Hora recebeu como convidado o prefeito de Barra do Ribeiro, João Francisco Feijó, para discutir a intensa mobilização da comunidade local em prol da instalação da nova fábrica da CMPC na região. O chefe do Executivo municipal expôs a forte apreensão regional diante dos recentes entraves jurídicos e burocráticos impostos pelo Ministério Público Federal, que exige a oitiva de cerca de 7.000 pescadores e de todas as aldeias indígenas do Rio Grande do Sul. O gestor alertou que tais exigências adicionais colocam em risco o projeto bilionário, gerando o temor de que o estado perca o empreendimento para outros países, como o Paraguai, devido à insegurança institucional.

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Mobilização comunitária
Diante do impasse que ameaça o futuro econômico do município, a liderança do Executivo e os moradores organizaram uma grande manifestação pacífica para demonstrar o apoio massivo da população ao projeto, estimado em 98% a 99% de aprovação local. O ato público, agendado para ocorrer na comunidade do Douradilho nesta quinta-feira (28), ao lado do Restaurante das Cucas, foi planejado de forma a não interromper o fluxo da rodovia, priorizando a conscientização e a união regional.
Interesses políticos
Para além dos aspectos técnicos e ecológicos, que já haviam sido amplamente debatidos em audiências anteriores com grande participação popular, o prefeito apontou que a projeção nacional conquistada por Barra do Ribeiro acabou gerando reações adversas no cenário político estadual. Ele comparou o momento atual ao histórico processo de instalação da montadora Ford no passado e projetou o impacto positivo que a celulose trará, de forma análoga à chegada da General Motors em Gravataí, transformando a antiga cidade-dormitório em um polo industrial autossuficiente.
Próximos passos
Como estratégia para sensibilizar os órgãos federais e demonstrar a pluralidade do apoio, a mobilização integrou formalmente as comunidades tradicionais da região, incluindo convites diretos aos caciques das aldeias locais para que participem ativamente dos atos de defesa do complexo industrial. O prefeito manifestou que a paciência da comunidade com a lentidão dos processos atingiu o limite e sinalizou que, caso as demandas da Costa Doce permaneçam ecoando sem resposta nas esferas de poder, novas e maiores manifestações serão articuladas diretamente na capital gaúcha nas próximas semanas.




