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Tarifa dos EUA pode afetar 75% das exportações do agro gaúcho

O percentual corresponde a US$ 575 milhões exportados em 2025 e supera com folga a média nacional, que registra exposição de 36,8% das exportações agropecuárias destinadas aos Estados Unidos

A possível imposição de uma sobretaxa de 25% pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras pode afetar diretamente as exportações do agronegócio gaúcho. Segundo levantamento divulgado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), 74,9% das vendas do setor ao mercado norte-americano estariam sujeitas à medida. O percentual corresponde a US$ 575 milhões exportados em 2025 e supera com folga a média nacional, que registra exposição de 36,8% das exportações agropecuárias destinadas aos Estados Unidos.

Tarifa dos EUA pode afetar 75% das exportações do agro gaúcho
Plantação de trigo em Dom Feliciano. Foto: Gilmar Silvia Oliveira/Arquivo pessoal

Exportações devem ser taxadas

A análise foi apresentada em nota técnica divulgada nesta segunda-feira (01) e tem como base a proposta em discussão no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), dentro dos procedimentos previstos na Seção 301 do Trade Act de 1974. Conforme a Farsul, o impacto tende a ser mais significativo para o Rio Grande do Sul devido ao perfil das mercadorias exportadas pelo Estado, concentrado em produtos que permanecem incluídos na lista sujeita à taxação.

Embora alguns itens relevantes para o comércio brasileiro tenham sido excluídos da proposta, como carne bovina in natura, café em grão, suco de laranja concentrado e fertilizantes, setores considerados estratégicos para a economia gaúcha seguem vulneráveis. A entidade alerta que a medida poderá reduzir a competitividade dos produtos locais no mercado norte-americano.

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Entre os segmentos mais expostos está a cadeia produtiva do tabaco. O fumo Virgínia não manufaturado lidera a lista dos produtos que podem ser impactados, com exportações de US$ 122 milhões aos Estados Unidos em 2025. Também aparecem entre os principais itens afetados a madeira serrada de pinus, com US$ 81 milhões em vendas, os calçados de couro, com US$ 62 milhões, o fumo Burley, com US$ 49 milhões, e o sebo bovino, que movimentou US$ 33 milhões no período analisado.

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