A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, nesta terça-feira (2), que os governos devem se preparar para a volta do El Niño nos próximos meses. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço da ONU para o clima, há uma alta probabilidade de o fenômeno se consolidar no segundo semestre deste ano.

O avanço do evento eleva o risco de seca, enchentes e calor extremo em vários continentes, em um período em que o planeta já registra temperaturas historicamente altas.
O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na região da Linha do Equador. Essa mudança altera a circulação dos ventos e modifica o regime de chuvas e temperaturas em escala global.
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El Niño deve afetar a produção de alimentos e a saúde pública
Segundo os especialistas, os efeitos do fenômeno devem durar pelo menos até o fim da primavera no Hemisfério Sul, afetando de forma severa a produção de alimentos, o abastecimento de água e a saúde pública de diversos países.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que a união entre o aquecimento global causado por ações humanas e o El Niño pode quebrar novos recordes mundiais de calor. A dirigente ressaltou a importância de os países adotarem sistemas de alerta e medidas de prevenção para reduzir prejuízos financeiros e salvar vidas. O monitoramento do oceano continuará nos próximos meses para determinar a intensidade das transformações climáticas que estão por vir.





