Golpe da falsa criança

Mulher presa por fingir ser criança aplicou golpes em cinco cidades do RS

Saiba quais as cidades gaúchas por onde ela passou aplicando golpes

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou que Amanda Maria Souza Oliveira, de 37 anos, aplicou golpes em pelo menos cinco municípios gaúchos fingindo ser uma criança de 12 anos. A suspeita, que morou por mais de um ano com uma família em Joinville (SC) sob a identidade falsa de Gabrielle, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na última quarta-feira, dia 3, após confessar os crimes em depoimento.

Mulher presa por fingir ser criança aplicou golpes em cinco cidades do RS
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O esquema criminoso consistia em se passar por menor de idade vulnerável para conseguir abrigo, alimentação e cuidados familiares. Segundo a investigação, Amanda utilizava a estrutura da rede de proteção pública para sustentar a farsa, passando pelas cidades de Porto Alegre, Cachoeirinha, Caxias do Sul, Pinto Bandeira e Passo Fundo. O histórico da investigada revela que a prática não era inédita.

De acordo com o delegado André Mocciaro, da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca), a mulher iniciava o golpe se declarando vítima de violência sexual. Ao buscar atendimento em unidades de saúde e abrigos governamentais, ela obtinha registros assistenciais que validavam a história inventada. Esses papéis eram utilizados posteriormente para convencer famílias acolhedoras sobre a suposta menoridade.

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Histórico de fraudes se passando por criança e perícia médica

A ficha policial da suspeita aponta que ela já havia sido detida no território gaúcho em 2021 pelos crimes de estelionato, falsa identidade e uso de documento falso. Naquele mesmo ano, Amanda foi recebida em um abrigo para adolescentes na capital gaúcha alegando ter 11 anos. A fraude só foi descoberta após exames do Instituto Geral de Perícias (IGP) realizados durante uma internação psiquiátrica.

O caso mais recente no Estado ocorreu em 2024, no município de Pinto Bandeira, localizado na Serra Gaúcha. O Conselho Tutelar local desconfiou da versão apresentada pela mulher que se passava por criança e acionou as autoridades policiais. Na ocasião, ela chegou a ser autuada por falsificação de documentos, mas acabou liberada logo em seguida antes de se transferir para o território catarinense.

Atualmente, Amanda permanece recolhida no sistema prisional de Joinville e responde pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. A defesa da investigada informou que vai solicitar à Justiça a realização de um exame de sanidade mental. Os advogados pretendem aguardar o resultado da avaliação médica para definir os próximos passos da estratégia de defesa.

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