Mesmo quando não provocam crises intensas, as pedras nos rins ou cálculos renais podem exigir tratamento para evitar complicações graves. O alerta foi feito pelo médico urologista Rafael Fraga durante participação na programação da Rádio Acústica FM nesta terça-feira (23).

Segundo o especialista, uma das dúvidas mais frequentes nos consultórios é se pedras localizadas dentro do rim, sem estarem em deslocamento, precisam ou não ser removidas. De acordo com Fraga, cálculos com mais de 5 milímetros geralmente devem ser tratados preventivamente.
“O canal que liga o rim à bexiga, chamado ureter, possui entre 3 e 4 milímetros em seu ponto mais estreito. Por isso, cálculos maiores do que 5 milímetros têm grande chance de causar obstrução quando começam a se deslocar”, explicou.
O médico destacou ainda que a presença de dor ou infecções urinárias é outro fator determinante para a indicação de tratamento de rins, independentemente do tamanho do cálculo. Ele ressaltou que estudos mais recentes derrubaram a antiga teoria de que apenas pedras em movimento seriam capazes de provocar sintomas.
Entre as possíveis complicações dos cálculos renais estão a perda da função do rim e infecções urinárias graves. Conforme Fraga, quando a infecção ocorre associada a uma obstrução urinária, ela pode atingir a corrente sanguínea rapidamente, tornando o quadro potencialmente perigoso.
O urologista também chamou atenção para a alta incidência da doença. Segundo ele, cerca de 12% da população terá ou já teve algum episódio relacionado a cálculos renais ao longo da vida. Entre os fatores de risco mais conhecidos estão predisposição genética, obesidade, diabetes, baixa ingestão de água e dietas ricas em sal e proteínas.
Durante a entrevista, Fraga explicou que a hidratação adequada é importante para a prevenção, mas fez um alerta sobre um erro comum durante as crises de cólica renal:
“Quando a pessoa está em crise, tomar muita água pode aumentar a produção de urina e intensificar a dor. Nesses casos, o mais importante é procurar avaliação médica”, afirmou.
O especialista destacou ainda a evolução dos tratamentos para rins nas últimas décadas. Segundo ele, os avanços das técnicas minimamente invasivas permitem resolver muitos casos de forma rápida, reduzindo o tempo de sofrimento dos pacientes e acelerando a recuperação.
Ao encerrar a participação, Rafael Fraga reforçou a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico para definir a melhor estratégia de tratamento em cada caso.



