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Saúde investe R$ 6,2 milhões na correção de fissura labiopalatina no RS

Em entrevista, o analista da Secretaria de Estado da Saúde (SES-RS), Christian Medeiros, explica os impactos da condição no desenvolvimento dos bebês

Na manhã desta segunda-feira (29), o programa Primeira Hora recebeu Christian Pacheco Medeiros, analista da Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul (SES RS), para discutir os expressivos investimentos do governo gaúcho na rede de atendimento para pessoas com fissura labiopalatina. Durante a entrevista, o convidado explicou que essa condição se desenvolve ainda na gestação e atinge de 1 a 1,5 a cada 1.000 crianças nascidas vivas no estado. 

Saúde investe R$ 6,2 milhões na correção de fissura labiopalatina no RS
Foto: Ilustrativa

Fluxo de atendimento rápido pelo SUS

Para garantir o suporte necessário, o Rio Grande do Sul conta com três centros de referência especializados localizados em Porto Alegre, Lajeado e Caxias do Sul. O analista detalhou que o fluxo de assistência começa logo após o nascimento, diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde o pediatra realiza o encaminhamento inicial por meio do Sistema de Gerenciamento de Consultas Especializadas (GERCOM). Segundo Medeiros, as famílias não precisam temer longas esperas, pois “a própria UBS ou a Secretaria Municipal de Saúde já insere o bebê nessa fila e ele é rapidamente chamado”. Esse modelo descentralizado e eficiente assegura que o tratamento comece em tempo oportuno para evitar sequelas no desenvolvimento da fala e na nutrição do bebê.

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A importância da cirurgia precoce 

O tratamento cirúrgico, que combina técnicas bucomaxilofaciais e plásticas, busca restabelecer a funcionalidade e garantir a estética. O convidado ressaltou que a operação “é sempre feita precocemente… isso é feito com meses de vida, até antes de seis meses de vida já é realizada a cirurgia“, priorizando “ter o mínimo de cicatriz possível” e preservar “a função desse lábio, principalmente para a amamentação”. Para sustentar e aprimorar esse serviço essencial, o Estado destinou um aporte expressivo de 6,2 milhões de reais para a construção de uma nova unidade e compra de mobiliário e equipamentos modernos.

Suporte para as famílias gaúchas

A consolidação desse financiamento público e a expansão das estruturas hospitalares representam um avanço crucial na saúde pública gaúcha, promovendo a inclusão social e o bem-estar desde a primeira infância. Ao final da entrevista , Christian Medeiros reforçou a importância de os cidadãos acompanharem ativamente o andamento dos processos regulados pelo SUS.