Justiça

Homem é condenado por matar a enteada de 3 anos

Padrasto inventou afogamento para esconder morte de menina

O Tribunal do Júri de Alvorada fez com que fosse condenado a 17 anos e 4 meses de prisão em regime fechado um homem de 28 anos acusado de matar a enteada, uma criança de 3 anos. O julgamento ocorreu na última terça-feira (30) na comarca da Região Metropolitana de Porto Alegre. O juiz Marcos Henrique Reichelt, titular da 1ª Vara Criminal do município, presidiu a sessão e determinou a execução imediata da pena em plenário. Com a decisão judicial, o réu perdeu o direito de recorrer da sentença em liberdade.

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Foto: Acústica FM / Ilustração

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Ele foi condenado após investigação descobrir a farsa

O crime aconteceu em fevereiro de 2017, no bairro Vila Formosa, quando a mãe da menina se ausentou de casa por um curto período. O padrasto, que ficou responsável pelos cuidados da criança, ligou para a companheira afirmando que a enteada havia se afogado na banheira enquanto ele buscava uma toalha. A vítima chegou a receber atendimento médico no hospital do município, mas não resistiu aos ferimentos. O Ministério Público apresentou a denúncia com base nas contradições do relato do acusado.

A farsa do afogamento foi desmontada pelo laudo de necropsia, exame médico que determina a causa da morte. Os peritos constataram que a menina apresentava diversas marcas de agressão pelo corpo e que o óbito foi provocado por uma hemorragia intra-abdominal, ou seja, um forte sangramento interno na região da barriga causado por agressão física.

O resultado técnico do exame serviu como principal prova para que os jurados rejeitassem a versão de acidente e fizessem com que ele fosse condenado por homicídio.

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