caso internacional

Brasileiro suspeito de roubo de R$ 14 milhões no aeroporto de Caxias do Sul é preso na Bolívia

O assalto ocorreu em 2024, quando um grupo de nove homens invadiu a área restrita do aeroporto utilizando veículos blindados, dois deles caracterizados como falsas viaturas da Polícia Federal

Um brasileiro investigado por participação no roubo de aproximadamente R$ 14 milhões de uma aeronave pagadora no Aeroporto de Caxias do Sul foi preso na Bolívia. A detenção foi confirmada neste sábado (11) pela Polícia Federal, que informou ter atuado em conjunto com autoridades bolivianas em uma operação de cooperação policial internacional. O suspeito deverá ser transferido ao Brasil, onde ficará à disposição da Justiça.

Brasileiro suspeito de roubo de R$ 14 milhões no aeroporto de Caxias do Sul é preso na Bolívia
Foto: Jornal o SUl

Roubo milionário aconteceu no Aeroporto de Caxias do Sul

A prisão contou com o apoio do Oficial de Ligação da Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra e da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN). Segundo a Polícia Federal, serão adotadas as medidas legais para viabilizar a extradição ou transferência do investigado ao território brasileiro.

O assalto ocorreu em 19 de junho de 2024, quando um grupo de nove homens armados invadiu a área restrita do aeroporto utilizando três veículos blindados, dois deles caracterizados como falsas viaturas da Polícia Federal. Durante a ação, os criminosos roubaram mais de R$ 14 milhões que haviam sido transportados de avião desde Curitiba e seriam destinados ao abastecimento de um carro-forte.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

Após cerca de 70 dias de investigação, a Polícia Federal indiciou 17 pessoas por envolvimento no crime. As apurações apontaram que integrantes de uma organização criminosa de São Paulo viajaram ao Rio Grande do Sul dias antes do ataque e contaram com o apoio de criminosos locais para executar todas as etapas da ação, incluindo planejamento, ataque, fuga e retirada dos envolvidos.

Ainda conforme a investigação, o grupo utilizou uma estrutura logística complexa para viabilizar o roubo. Entre os materiais empregados estavam fuzis, pistolas, explosivos, bloqueadores de sinal, dispositivos para perfuração de pneus, rádios comunicadores, veículos com placas falsas, equipamentos táticos, além de imóveis utilizados como esconderijos e locais de apoio durante a operação criminosa.